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Teresina - Piauí

Câmara Municipal de Teresina aprova em segunda votação mudanças no IPTU

Dos vereadores presentes, apenas Petrus Evelyn (Progressistas) e João Pereira (PT) votaram contra.

A Câmara Municipal de Teresina aprovou, nesta quarta-feira (25), em segunda votação, o projeto de lei da prefeitura com as mudanças no Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU). Dos vereadores presentes, apenas Petrus Evelyn (Progressistas) e João Pereira (PT) votaram contra.

O vereador João Pereira que chegou a apresentar emenda para que o limite na cobrança do IPTU fosse de 15% e não de 25% como apresentado, lamentou a derrubada da emenda. "[A prefeitura] mandou apenas um projeto com 25% a partir desse primeiro escalonamento. Eu entendi aqui e continuo defendendo que 15% seria o ideal, por isso eu apresentei a emenda, mas já na segunda votação foi derrubada. O plenário é soberano, respeito a posição de todos os vereadores aqui e vamos continuar agora fazendo uma discussão mais ampla, com mais tempo, porque esse projeto vai chegar novamente aqui para a gente discutir o aumento de escalonamento em 2027", pontuou.

Foto: Lucas Dias/GP1Vereador João Pereira
Vereador João Pereira

"Eu espero que no próximo ano, a gente sensibilize os vereadores para que o escalonamento seja, digamos assim, com mais prazo para o povo poder continuar pagando o IPTU, que é o que a gente quer, reafirmo que sou favorável ao pagamento do IPTU. Por isso que eu apresentei essa emenda aqui para iniciar com 15% o escalonamento, porque a inadimplência seria muito menor", explicou o vereador.

Entenda o projeto

Um dos principais pontos do projeto é a aplicação gradual dos novos valores da PVG entre 2026 e 2035. No primeiro ano, serão considerados 50% do valor do terreno e 70% da edificação, com progressão ao longo dos anos.

Além disso, o texto cria um limitador anual: o valor do IPTU cobrado não poderá aumentar mais que 25% em relação ao ano anterior. Caso o reajuste seja menor, ele será aplicado integralmente.

Isenções e correção monetária

O projeto também mantém as isenções já concedidas no lançamento inicial de 2026, sem cobrança adicional. A partir de 2027, os critérios passam a considerar a atualização monetária e o escalonamento dos valores.

A correção será feita com base no IPCA-E, mas, entre 2027 e 2029, o reajuste combinado com o escalonamento também ficará limitado ao teto de 25%. Após esse período, a atualização seguirá normalmente até 2035.

Outro ponto previsto é a atualização do limite de isenção da Taxa de Coleta de Resíduos Domiciliares (TCRD), que passa a ser de R$ 130 mil, alinhando-se ao teto de isenção do IPTU.

Regras para imóveis novos

Imóveis recém-incluídos no cadastro, ou que passaram por desmembramento ou unificação, não terão direito ao limitador de 25% no primeiro lançamento, já que não há valor anterior para comparação.

Impacto financeiro

De acordo com a prefeitura, a adoção das medidas deve reduzir em cerca de R$ 125 milhões o valor total a ser cobrado em 2026, em comparação com o cenário sem as novas regras.

A gestão municipal argumenta que a proposta não configura renúncia de receita, mas sim um ajuste para garantir equilíbrio fiscal e evitar aumento excessivo da carga tributária, o que poderia gerar judicialização e dificultar a arrecadação.

Confira abaixo o projeto na íntegra ou clique aqui

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