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Teresina - Piauí

Exame pericial da vereadora Tatiana Medeiros indica quadro depressivo e risco de suicídio

O laudo foi publicado nesta quinta-feira (14), e foi realizado após determinação da juíza Júnia Maria.

O resultado do laudo psiquiátrico da vereadora Tatiana Medeiros (PSB) atestou que a parlamentar apresenta um quadro de transtorno depressivo recorrente com ideação suicida e ataques de pânico em função do uso de tornozeleira eletrônica. O exame pericial foi publicado nesta quinta-feira (14), e foi realizado após determinação da juíza Júnia Maria Feitosa Bezerra Fialho, da 98ª Zona Eleitoral.

No laudo pericial elaborado por peritos do IML, é recomendado que a parlamentar seja mensalmente submetida a avaliação de um psicólogo e um psiquiatra devido o seu quadro depressivo. A informação foi confirmada com exclusividade ao GP1 pela defesa da vereadora, representada pelo advogado Francisco Medeiros.

Foto: Isaquiel Christopher/GP1Tatiana Medeiros após exame no IML
Tatiana Medeiros após exame no IML
“A perícia oficial do Instituto Médico Legal confirmou a gravidade do quadro psiquiátrico da vereadora Tatiana Medeiros e reconheceu expressamente que o uso da tornozeleira eletrônica vem potencializando ataques de pânico, sofrimento psíquico e planejamento suicida. A defesa entende que o novo laudo técnico altera substancialmente o cenário processual e reforça a urgência da retirada da monitoração eletrônica para preservação da vida e continuidade adequada do tratamento médico", pontuou o advogado.

Defesa pede retirada de tornozeleira

A vereadora está internada em uma clínica de reabilitação desde o início de maio. Ela cumpre prisão domiciliar e é submetida a monitoramento eletrônico. No entanto, a defesa de Tatiana Medeiros argumenta que a medida cautelar tornou-se “inadequada e perigosa”, motivo pela qual pleiteia a revogação do uso da tornozeleira eletrônica.

Laudos particulares apresentados pelos advogados da parlamentar apontaram ideação suicida ativa e depressão profunda, quadro clínico que tem se agravado com o uso do dispositivo de monitoramento. Um dos riscos apontados pela defesa é de que o cabo do carregador do aparelho seja utilizado como meio para autoextermínio.

Mesmo com as alegações do agravamento do estado psiquiátrico de Tatiana Medeiros, inicialmente a juíza Júnia Maria Feitosa manteve o uso da tornozeleira eletrônica. Entretanto, ela determinou que a vereadora fosse submetida a um exame para avaliar a relação entre o estado de saúde da ré e o uso do dispositivo, pois a perícia oficial é uma prova substancial sobre o caso.

Ela foi submetida à avaliação psíquica no Instituto Médico Legal (IML) no dia 11 de maio, em Teresina, atendendo a decisão proferida pela magistrada. Com a expedição do resultado do laudo psiquiátrico, o Ministério Público Eleitoral (MPE) tem mais de 24 horas para se manifestar definitivamente sobre a manutenção ou revogação do monitoramento eletrônico da vereadora.

Condenação

Tatiana Medeiros foi condenada pela Justiça Eleitoral a 19 anos, 10 meses e sete dias de prisão pelos crimes de organização criminosa, corrupção eleitoral, peculato-desvio, falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro.

Embargos de declaração rejeitados

No dia 12 de maio, a juíza Júnia Maria Feitosa Bezerra Fialho rejeitou os embargos de declaração apresentados pela vereadora Tatiana Medeiros e outros réus, mantendo a sentença condenatória relacionada a crimes eleitorais e lavagem de dinheiro.

A magistrada pontuou que os argumentos levantados pelas defesas foram analisados detalhadamente na sentença original, e que não houve qualquer omissão ou contradição que justificasse a revisão do julgamento.

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