O corretor Kenned José Machado de Sousa, mais conhecido como Kenin da Retatrutida, preso na última terça-feira (12) por suspeita de contrabandear canetas emagrecedoras para Teresina, revelou à Polícia Federal como atuava para trazer os produtos ilegais à capital piauiense. O GP1 obteve acesso exclusivo ao depoimento dele e ao relatório do seu indiciamento.
Kenned Machado foi preso em flagrante em um condomínio na zona leste de Teresina no âmbito da Operação Falso Clique, quando equipes da PF cumpriram mandado de busca e apreensão no seu endereço. Ele foi colocado em liberdade posteriormente.
No endereço do investigado, a polícia encontrou dezenas de canetas emagrecedoras, incluindo Tirzepatida, mesma substância do Mounjaro, e Retatrutida, considerada ainda mais potente. As marcas desses produtos não possuem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para serem comercializadas no Brasil.
Depoimento
Em sede de depoimento, Kenned Machado admitiu que comercializava produtos do Paraguai e que ingressava no Brasil com os medicamentos por transporte terrestre, evitando, assim, fiscalização mais rigorosa nos voos de avião.
Segundo o corretor, as canetas eram vendidas por preços entre R$ 700,00 e R$ 800,00 e que vendia em torno de 50 unidades no mês, faturando em torno de R$ 25 mil mensais.
Histórico criminal
De acordo com a Polícia Federal, Kenned Machado já havia sido preso anteriormente em 2025 no Paraná, após ser flagrado com 75 canetas de Retatrutida. Ainda conforme a PF, ele é investigado em outro inquérito por suspeita de lavagem de dinheiro oriundo do tráfico de drogas.
Thais Guimarães
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