O professor e antropólogo Igor Driedy de Sousa foi transferido nesta sexta-feira (12) para a Unidade de Apoio Prisional (UAP), localizada no município de Altos, após ser preso por dívida de pensão alimentícia. Ele havia sido detido na tarde dessa quinta-feira (11), em Teresina, durante uma operação da Diretoria de Operações Especiais (DOE) da Polícia Civil do Piauí.
O caso ganhou repercussão após a mãe da criança cobrar publicamente o pagamento da pensão durante uma palestra ministrada por Igor Driedy no Salão do Livro do Piauí (Salipi). A abordagem foi registrada em vídeo. Nas imagens, a mulher questiona o professor sobre a dívida de pensão alimentícia.
Segundo o delegado Tales Gomes, coordenador da Diretoria de Operações Especiais, a repercussão do vídeo contribuiu para que a Polícia Civil tomasse conhecimento da existência de um mandado de prisão em aberto contra o professor. “Essa situação chegou ao conhecimento da Polícia Civil por conta da repercussão nas redes sociais. Foi constatado que realmente havia um mandado de prisão pendente de cumprimento, fizemos alguns levantamentos e identificamos a residência dele”, afirmou.
Igor Driedy foi localizado em sua casa, no bairro Morada do Sol, zona leste de Teresina. De acordo com o delegado, familiares tentaram dificultar a ação policial. “De início, não quiseram confirmar a presença dele na residência, mas a gente tinha certeza. Uma mulher começou a se alterar, a falar coisas inapropriadas, filmando a gente. O certo é que o Igor se apresentou e, apesar de todos os questionamentos que ele fez, resolveu se entregar”, relatou Tales Gomes.
Após a prisão, o professor foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para os procedimentos legais e, em seguida, levado à Central de Flagrantes de Teresina. Posteriormente, foi transferido para a Unidade de Apoio Prisional, em Altos. “A Polícia Civil fez o seu papel, cumpriu uma ordem judicial pendente, inserida no Banco Nacional de Mandados de Prisão. A diligência foi cumprida da melhor forma possível e ele agora está à disposição da Justiça”, concluiu o delegado.
Izabella Furtado
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