O secretário municipal de Educação de Teresina, Ismael Silva, concedeu entrevista à imprensa na manhã desta quinta-feira (28) para tratar do caso envolvendo denúncia de estupro contra uma adolescente de 12 anos nas dependências da Escola Municipal Eurípides Aguiar, zona norte da capital. O suspeito é outro aluno da unidade escolar, um rapaz de 15 anos.
De acordo com o secretário, o fato ocorreu na segunda-feira (25) e a vítima comunicou a um diretor da escola no dia seguinte. “A criança informou ao diretor adjunto, no dia 26, acerca da ocorrência do dia 25. E, naquele mesmo momento, o diretor adjunto comunicou ao seu titular e fez todo o trabalho de encaminhamento para o Conselho Tutelar, de acionar a gerência de assistência ao educando da Secretaria de Educação”, explicou.
Ainda conforme Ismael Silva, a Semec está colaborando com a investigação da Polícia Civil e já entregou as imagens das câmeras da escola, a fim de auxiliar nas diligências que irão elucidar o caso.
“O próximo passo é aguardar o trabalho da polícia, esse próximo passo é da polícia. A gente entregou hoje as imagens para as autoridades fazerem essa averiguação das versões que estão sendo apresentadas, e a gente espera que se solucione o mais rápido possível essa situação”, frisou o secretário.
Protestos
O secretário de Educação ressaltou que todos os esforços estão sendo voltados à assistência das famílias das crianças matriculadas na escola. Ele mencionou uma pichação no muro da unidade e enfatizou que a situação afetou toda a comunidade escolar.
“A gestão escolar hoje esteve dialogando com muitos pais, porque realmente havia um certo receio, até por um movimento de retaliação, picharam o muro da escola, enfim. E a gente precisa ter muito cuidado, não podemos generalizar uma situação excepcional. Muito grave o que aconteceu, a gente não pode tirar a gravidade disso. Mas a frase que foi colocada no muro mexe muito com toda a escola, com todos os alunos, com a gestão”, colocou o gestor.
Transferência de escola
Ismael Silva garantiu que qualquer criança que precise mudar de escola por situações desse tipo terá vaga garantida em outra unidade. “A secretaria já garante essa vaga numa nova unidade de ensino para qualquer criança que estiver em alguma situação semelhante, para que a gente possa proteger o máximo possível. O nosso compromisso aqui é proteger as nossas crianças”, concluiu.
*Com colaboração da repórter Nathalia Carvalho
Thais Guimarães
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