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Altos - Piauí

Juiz converte em preventiva prisão de dupla detida pelo Draco por tráfico de drogas em Altos

A dupla foi detida durante operação deflagrada pelo Draco na última terça-feira (9).

A Justiça do Piauí converteu em prisão preventiva as prisões em flagrante de Maximiliano do Carmo Caetano e Igor Luan da Silva Lima, detidos durante uma operação deflagrada pelo Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) nessa terça-feira (9), que desarticulou pontos de venda de drogas no município de Altos. A decisão foi proferida nessa quarta-feira (10) pelo juiz Samuel Roberto Carvalho Lima. Os dois são investigados pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e corrupção de menores.

A prisão ocorreu durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça. Conforme divulgado anteriormente pelo GP1, equipes do Draco localizaram os suspeitos em um imóvel apontado como ponto de comercialização de entorpecentes.

Foto: Divulgação/PC-PITrês pessoas ligadas ao tráfico de drogas são presas em Altos
Três pessoas ligadas ao tráfico de drogas são presas em Altos

Durante a ação, os policiais apreenderam 13 invólucros de maconha, seis porções de crack, 20 pinos de cocaína, um dichavador, R$ 8 em dinheiro e oito aparelhos celulares. Segundo a investigação, o local funcionava como uma boca de fumo ativa e contava com a participação de um adolescente de 17 anos nas atividades criminosas.

Na audiência de custódia, o Ministério Público requereu a homologação do flagrante e a conversão das prisões em preventivas, alegando a necessidade de garantir a ordem pública diante da gravidade dos fatos. Já as defesas solicitaram a concessão de liberdade provisória mediante a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão.

Ao analisar o caso, o magistrado concluiu que havia provas da materialidade dos crimes e fortes indícios de autoria. Na decisão, ele destacou que a apreensão dos entorpecentes foi confirmada por laudo pericial e que os investigados foram encontrados no imóvel durante o cumprimento do mandado judicial.

O juiz também considerou relevantes os depoimentos dos policiais envolvidos na ocorrência, que apontaram que Maximiliano e Igor atuavam conjuntamente na guarda e comercialização de drogas no local. A decisão cita ainda o relato de um usuário encontrado no imóvel, que teria ido ao endereço para adquirir cocaína.

Outro ponto ressaltado pelo magistrado foi a diversidade das drogas apreendidas e o grande número de aparelhos celulares encontrados durante a operação. Segundo o juiz, esses elementos indicam o funcionamento de uma movimentada boca de fumo e demonstram a gravidade concreta da atividade criminosa.

A participação de um adolescente de 17 anos também pesou na decisão. Conforme o juiz, a suposta utilização do menor na dinâmica do tráfico evidencia maior periculosidade dos investigados e reforça a necessidade da manutenção da prisão para interromper a atividade criminosa.

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