O Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI) instaurou inquérito civil para investigar possíveis irregularidades no funcionamento da Fundação Instituto Vamos Juntos, entidade ligada à vereadora afastada Tatiana Medeiros (PSB). O procedimento foi formalizado pelo promotor José Reinaldo Leão, por meio de portaria publicada nessa segunda-feira (15).
A investigação teve origem a partir de informações compartilhadas de inquérito da Polícia Federal, que apontam indícios de desvio de finalidade da ONG e sua suposta utilização para captação e movimentação de recursos de origem ilícita.
A portaria cita ainda uma Informação da Polícia Judiciária baseada em dados obtidos após o afastamento do sigilo bancário, que teria identificado intenso fluxo financeiro considerado atípico envolvendo Tatiana Medeiros, Stênio Ferreira Santos e Lucas de Carvalho Dias Sena, respectivamente padrasto e cunhado da parlamentar.
Rachadinha
O órgão apura ainda possíveis práticas de rachadinha e nepotismo cruzado, envolvendo suposta intermediação de nomeações no serviço público em troca de transferências financeiras. As investigações apontam que parte desses valores teria sido transferida posteriormente para a vereadora.
Na portaria, o promotor José Reinaldo destaca que a existência de indícios mínimos de autoria e de finalidade ilícita justifica o aprofundamento das investigações.
Com a instauração do inquérito civil, o Ministério Público passará a realizar novas diligências para esclarecer os fatos e verificar a eventual ocorrência de atos de improbidade administrativa, enriquecimento ilícito, lesão ao erário, violação aos princípios da administração pública e possível desvio de finalidade da Fundação Instituto Vamos Juntos.
A investigação ocorre em meio aos desdobramentos de outros processos envolvendo Tatiana Medeiros, que já responde a procedimentos na esfera eleitoral e criminal.
Thais Guimarães
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