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Teresina - Piauí

Vereador Enzo Samuel defende rompimento do contrato do transporte público de Teresina: "existe uma justa causa"

Enzo Samuel também defendeu a atualização dos estudos que orientam a mobilidade urbana da capital.

O presidente da Câmara Municipal de Teresina, Enzo Samuel (PV), afirmou nesta terça-feira (23) que é favorável à revisão da relação contratual entre a Prefeitura de Teresina e o Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (Setut), mas destacou que o prefeito Sílvio Mendes enfrenta obstáculos jurídicos para promover o rompimento do contrato vigente.

Segundo o vereador, a população tem enfrentado problemas recorrentes no transporte coletivo da capital, mesmo com o repasse de subsídios a empresa. Ao defender mudanças no sistema, Enzo criticou as condições da frota e afirmou que há ônibus que apresentam infiltrações durante períodos de chuva, além de veículos sucateados e com problemas estruturais. “Que empresas que recebem subsídios, que se chove molha, que tem ônibus que cai a porta, que tem ônibus sucateados, é preciso rever”, declarou.

Apesar das críticas, o parlamentar ressaltou que a quebra contratual não é uma medida simples, uma vez que as empresas venceram regularmente o processo licitatório. “Eles ganharam a licitação. Para você romper esse contrato existe uma multa milionária. Mas eu acredito que existe uma justa causa. Não existe justa causa maior do que você ver o povo no dia a dia sofrendo nas paradas de ônibus, reclamando que não há transporte público”, afirmou.

Enzo Samuel também defendeu a atualização dos estudos que orientam a mobilidade urbana da capital. De acordo com ele, a Prefeitura precisa revisar o Plano Diretor de Transporte e realizar uma nova pesquisa de origem e destino para compreender as mudanças ocorridas na dinâmica da cidade nos últimos anos. “Há necessidade da Prefeitura de Teresina atualizar o Plano Diretor de Transporte e ter um novo estudo origem-destino. O último plano foi elaborado quando o Centro era a principal referência da cidade, e hoje essa realidade mudou”, concluiu o presidente da Câmara.

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