O Piauí contabiliza 1.895 casos prováveis de dengue em 2026, dos quais 852 já foram confirmados até a manhã deste sábado (21). Dados do Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde indicam que o estado lidera o coeficiente de incidência no Nordeste, com 56,0 casos suspeitos por 100 mil habitantes.
Entre os municípios, Teresina concentra a maior parte das notificações, somando 846 casos prováveis, sendo 538 confirmados. Na sequência aparecem São Raimundo Nonato, com 238 registros (66 confirmados), e Parnaíba, com 27 notificações, das quais 20 já foram confirmadas.
Outros municípios apresentam números menores, como Floriano, com cinco casos e três confirmações, e Picos, com dois casos suspeitos. Até o momento, não há registro de óbitos provocados pela doença no estado.
Situação no Nordeste e no Brasil
Apesar de liderar proporcionalmente, o Piauí ocupa a quarta posição no Nordeste em números absolutos de casos. À frente estão Pernambuco, Maranhão e Rio Grande do Norte.
Em todo o Brasil, já são mais de 148 mil casos prováveis de dengue neste ano. No Piauí, a maior incidência ocorre entre pessoas de 20 a 29 anos, com predominância do sexo feminino. Desde o início do ano passado, o estado já ultrapassa 11 mil registros de casos suspeitos.
Outras arboviroses e vacinação
Além da dengue, o Piauí registra 70 casos prováveis de chikungunya. Não há, até o momento, atualização oficial sobre ocorrências de zika vírus no estado.
Como parte das ações de enfrentamento, a Secretaria de Estado da Saúde recebeu, em fevereiro, o primeiro lote da vacina contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan. Foram entregues 6.950 doses, de um total de 13,9 mil previstas, com expectativa de imunizar cerca de 32,2 mil profissionais da Atenção Primária.
O imunizante é aplicado em dose única e oferece proteção contra os quatro sorotipos da doença. De acordo com o Ministério da Saúde, a eficácia é de 74,7% contra casos sintomáticos e de 89% contra formas graves. Já em Teresina, segue disponível a vacinação com o imunizante de duas doses para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, conforme recomendação do órgão federal.
Izabella Furtado
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