A opala piauiense vive uma nova fase de valorização, impulsionada por ciência, tecnologia e articulação institucional. O avanço está ligado à retomada do Arranjo Produtivo Local (APL), coordenado pelo geólogo Érico Gomes, do Instituto Federal do Piauí, e pela professora Lilane Brandão, da Universidade Estadual do Piauí, com apoio de instituições de fomento e do governo estadual.
A iniciativa reúne mineradores, artesãos, empreendedores e pesquisadores com o objetivo de estruturar a cadeia produtiva da opala, promovendo qualificação profissional e ampliando a presença da gema de Pedro II nos mercados nacional e internacional. Especialistas apontam que este é o momento mais promissor das últimas décadas para o setor no estado.
Reconhecida pela resistência e pelo característico “jogo de cores”, a opala encontrada em Pedro II está entre as mais valorizadas do mundo. No entanto, por muitos anos, sua exploração ocorreu de forma informal, com baixa tecnologia e sem certificação, o que limitava a competitividade em mercados mais exigentes.
Com a atuação do Arranjo Produtivo Local (APL), o cenário começou a mudar por meio de investimentos em inovação, qualificação técnica e sustentabilidade. Entre os avanços estão a criação de um índice de sustentabilidade, estudos para a recuperação de áreas degradadas e pesquisas para identificar a “assinatura” da opala piauiense, garantindo autenticidade e agregando valor ao produto.
Em pouco tempo, o projeto já trouxe resultados, como a capacitação de profissionais, o fortalecimento do setor e a abertura para o mercado internacional. Eventos como o Inova Joalheria e a Tucson Gem Fair ampliaram a visibilidade da gema, consolidando um novo ciclo de desenvolvimento sustentável e competitivo para a opala do Piauí.
Francielle Barroso
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