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Barêtta diz que tiro que matou Camilla Abreu não foi acidental

Segundo o coordenador da Delegacia de Homicídios, o laudo cadavérico de Camilla aponta que a arma foi apontada para a cabeça da vítima.

O delegado Francisco Costa, o Barêtta, coordenador da Delegacia de Homicídios disse nesta sexta-feira (03), que o laudo preliminar do exame cadavérico de Camilla Abreu, encontrada morta na última terça-feira (31), aponta que o tiro que matou a estudante não foi acidental.

  • Foto: Marcelo Cardoso/GP1Delegado Barêtta no localDelegado Barêtta no local

“O laudo aponta que o projétil entrou pelo orifício de entrada como o de saída é bem objetivo no sentido de mostrar tanto a altura em que estava o autor do disparo e a distância, que foi a curta distância. A arma foi apontada para a cabeça dela. A vítima estava sentada”, disse o delegado.

  • Foto: Lucas Dias/GP1Delegado Emerson AlmeidaDelegado Emerson Almeida

Na última quarta-feira (01), o delegado Emerson Almeida, responsável pela investigação da Delegacia de Homicídios no desaparecimento de Camilla, disse que o namorado da jovem, o capitão da Polícia Militar, Allisson Wattson, de 37 anos, que é o principal suspeito da morte da estudante, disse em depoimento, que o crime foi acidental. No entanto, a polícia já havia descartado essa hipótese.

Relembre o caso

A estudante de direito, Camilla Abreu, desapareceu na última quinta-feira (26). Ela foi vista pela última vez em um bar no bairro Morada do Sol, na zona leste de Teresina, acompanhada do namorado e capitão da PM, Allisson Wattson. Após o desaparecimento, o capitão ficou incomunicável durante dois dias, retornando apenas na sexta-feira (27) e afirmou não saber do paradeiro da jovem.

A Delegacia de Homicídios, coordenada pelo delegado Barêtta, assumiu as investigações. O capitão foi visto em um posto de lavagem às margens do Rio Parnaíba, a fim de lavar seu carro sujo de sangue. Allisson disse ao lavador de carros que o sangue era decorrente de pessoas acidentadas que ele havia socorrido.

  • Foto: Facebook/Camilla AbreuCamilla AbreuCamilla Abreu

Na tentativa de ocultar as provas do crime, o capitão trocou o estofado do veículo e tentou vendê-lo na cidade de Campo Maior, mas não conseguiu pelo forte cheiro de sangue que permanecia no carro.

Durante investigação, a polícia quis periciar o carro, mas Allisson disse ter vendido o veículo, mas não lembrava para quem. No início da manhã desta terça-feira (31), o delegado Francisco Costa, o Barêtta, confirmou a morte da jovem. Já na parte da tarde, Allisson foi preso e indicou onde estava o corpo da estudante.

Na manhã desta quarta-feira (01), o corpo da estudante foi enterrado sob forte comoção no cemitério São Judas Tadeu.

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