O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta segunda-feira (02) o pedido de prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A decisão de Moraes foi dada em resposta à solicitação da defesa do ex-presidente baseada em um laudo da Polícia Federal (PF).
O magistrado questionou os problemas de saúde de Bolsonaro e pontuou que ele "tem recebido grande quantidade de visitas de deputados federais, senadores, governadores e outras figuras públicas, comprovando a intensa atividade política".
O levantamento da PF aponta que não seria necessária a prisão domiciliar, já que no complexo prisional da Papudinha o ex-chefe do Planalto tem toda a assistência médica necessária. Porém, os advogados de Bolsonaro sustentam que existem riscos para o ex-presidente em continuar preso, e relembraram o episódio em que ele sofreu uma queda enquanto estava detido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. A queda causou um traumatismo cranioencefálico leve e Bolsonaro precisou de cuidados médicos.
"Diferentemente do alegado pela Defesa, as condições e adaptações específicas da unidade prisional atendem, integralmente, às necessidades do condenado, com a possibilidade e efetiva realização de serviços médicos contínuos, com múltiplos atendimentos diários, realização de sessões de fisioterapia, atividades físicas, assistência religiosa, além de garantir ao réu, em absoluta garantia do princípio da dignidade da pessoa humana, o recebimento de numerosas visitas de familiares, amigos, parentes, amigos e aliados políticos (sic)", disse Moraes.
Lilian Aragão
Ver todos os comentários | 0 |