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Polícia Federal deflagra "Operação Recebedor" nesta sexta-feira

As diligências estão sendo realizadas no Distrito Federal e em mais seis estados.

Imagem: Agência BrasilClique para ampliarPolícia Federal(Imagem:Agência Brasil)Polícia Federal
Foi deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta sexta-feira (26), a ‘Operação Recebedor’, um desmembramento da Operação Lava Jato que investiga a corrupção na Petrobras, por meio da lavagem de dinheiro em obras de duas ferrovias, a Norte-Sul e Integração Leste-Oeste.

De acordo com a Veja, a polícia suspeita que houve pagamento de propina para a execução dessas construções, com base em informações adquiridas em delação premiada e acordo de leniência de um dos investigados ligado ao grupo Camargo Côrrea, que teria dado provas contra pessoas e empresas envolvidas no esquema fraudulento.

Um dos alvos da polícia é o ex-presidente da Valec (empresa estatal ferroviária relacionada ao Ministério dos Transportes), José Francisco das Neves, conhecido como “Juquinha”. Ele já foi preso em 2012, durante a ivestigação da operação anterior, batizada de ‘Trem Pagador’.

As diligências estão sendo realizadas com o apoio do Ministério Público Federal no Distrito Federal e em mais seis estados, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Maranhão, e Goiás. Devem ser cumpridos 44 mandados de busca e apreensão e sete de condução coercitiva (intimação para prestar depoimento, sendo liberado logo em seguida).

Os agentes policiais tentam colher documentos ou provas testemunhais que confirmem os crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, prática de cartel e superfaturamento de obras públicas.

Ferrovia Norte-Sul
Segundo as investigações, apenas em alguns trechos da Norte-Sul que cruzam Goiás, os valores desviados somam cerca de R$ 630 milhões. O início das obras desta ferrovia começou ainda no governo de José Sarney, há 25 anos, mas apenas em 2014 ela foi inaugurada.

A suspeita da PF é que as empreiteiras simulavam contratos a um escritório de advocacia e outras duas empresas sediadas no estado goianiense para poderem desviar dinheiro originado de licitações públicas, segundo a Veja.

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