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Política

Solidariedade anuncia apoio a Baleia Rossi na Câmara dos Deputados

‘O que pesou foi a aproximação de Lira com o governo Bolsonaro,’ diz Paulinho da Força, presidente da sigla.
Por Estadão Conteúdo

A pouco mais de dez dias da eleição para a presidência da Câmara dos Deputados, o Solidariedade declarou apoio à candidatura de Baleia Rossi (MDB-SP) nesta segunda-feira, 18. O partido chegou a flertar com o candidato Arthur Lira (PP-AL), principal oponente de Rossi, mas desistiu do movimento por causa da proximidade de Lira com o governo de Jair Bolsonaro.

Em uma reunião na sede do Solidariedade em São Paulo, com a presença de Rossi e líderes do PT, PV, PSL, Cidadania e Solidariedade, a avaliação foi que o desgaste do governo na condução da pandemia do coronavírus deve atrair mais deputados para o bloco. A candidatura do emedebista foi lançado pelo atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e os dois defendem um posicionamento de independência da Câmara em relação a Bolsonaro.

“Acredito que todo esse bate-cabeça pode ajudar muito no fortalecimento da nossa candidatura”, disse Rossi, aos ser questionado sobre a imagem do governo na crise do coronavírus. “Acredito que os parlamentares vão fazer essa análise, isso fortalece a nossa candidatura porque uma Câmara independente vai dar condições de os parlamentares exercerem o seu mandato, de se colocarem quando o governo erra de maneira clara e objetiva.”

O presidente do Solidariedade, Paulinho da Força (SP), deu declarações no mesmo sentido, mesmo aos reconhecer que parte da bancada chegou a defender um apoio do partido a Lira. “O que mais pesou foi a aproximação do Arthur Lira com o governo Bolsonaro, isso pediu bastante dentro do partido”, disse.

Rossi minimizou a erosão de votos em partidos que declararam apoio à sua candidatura. Levantamento do Estadão mostrou que siglas como DEM e PSDB têm parlamentares que declaram votos ao oponente, e uma vantagem de Lira nos cultos declarados, embora não o suficiente para garantir vitória. Seguindo o candidato, o fenômeno acontece porque ele não aposta na “exposição” dos candidatos.

“É natural que, com a pressão que o governo está fazendo em cima dos parlamentares, mesmo pode parlamentares que prefiram uma Câmara independente às vezes sinalizem para o outro lado, para evitar represálias”, disse Rossi.

Outros parlamentares na reunião também embarcaram na tese de que o desgaste na imagem do presidente Jair Bolsonaro poderia atrair mais votos a Rossi. “Isso tende a atrair (votos) para o lado de cá”, disse o deputado Carlos Zarattini (PT-SP). “O desgaste do governo nos favorece”, disse o líder do Cidadania, deputado Arnaldo Jardim (SP), durante a reunião na sede do Solidariedade.

A avaliação de Paulinho da Força é que as lideranças dos partidos na Câmara passaram a atuar de forma mais “firme” para defender a candidatura de Rossi nos últimos dias.

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