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Hamilton Mourão afirma que o ministro Ernesto Araújo pode ser demitido

Vice-presidente disse que governo poderá substituir chanceler; ministro de Relações Exteriores já está afastado das negociações com a China por vacina contra covid-19.
Por Estadão Conteúdo

O vice-presidente Hamilton Mourão disse que o Governo Federal poderá substituir o ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, após as eleições da presidência da Câmara Câmara dos Deputados e do Senado, marcadas para 1º de fevereiro.

“Julgo que, num futuro próximo, após a questão das eleições dos novos presidentes das duas casas do Congresso, poderá ocorrer uma reorganização do governo para que seja acomodada, vamos dizer assim, a nova composição política que emergir desse processo”, afirmou Mourão, em entrevista à Rádio Bandeirantes. “Então, talvez, nisso aí, alguns ministros sejam trocados, entre eles o próprio MRE (ministro das Relações Exteriores).”

Mourão disse, porém, que a decisão é do presidente Jair Bolsonaro. O vice-presidente disse ainda que não discutiu esse assunto diretamente com Bolsonaro. “No caso específico das Relações Exteriores, é algo que fica na alçada do presidente”, afirmou.

Na quinta-feira, 21, Bolsonaro levou Ernesto para participar de sua "live" semanal e afirmou que não iria demitir o ministro. “Quem demite ministro sou eu", disse ele, na ocasião.

Impeachment

Na entrevista à Rádio Bandeirantes, Mourão afirmou não ver condições para a aprovação de um processo de impeachment de Bolsonaro. O vice-presidente, que pode assumir o comando do País caso o presidente seja cassado, disse haver muito “ruído e gritaria” contra o governo, mas que isso vai diminuir à medida que a imunização avançar.

“A minha visão é que, no presente momento, não estão dadas nenhuma das condições para um impeachment do presidente”, disse. “A partir do momento que o processo de vacinação avançar, a pressão e gritaria por impeachment vai diminuir.”

Mourão relativizou as críticas em relação às medidas do governo para o enfrentamento da pandemia. “O Brasil tinha ontem 800 mil pessoas vacinadas. Quem mais vacinou foram os Estados Unidos, com 22,5 milhões. Países da Europa que começaram mais cedo estão em 1,2 milhão a 1,6 milhão, número que vamos atingir no começo da semana que vem no Brasil”, disse.

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