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Bolsonaro cogita Damares Alves para o Senado Federal

'Tarcísio gostou dessa possibilidade, conversei com a Damares e ela ainda não se decidiu', afirmou Jair.
Por Estadão Conteúdo

O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira, 19, que não vai “queimar a largada” com o anúncio de quem será candidato a vice em sua chapa na eleição deste ano. Bolsonaro disse que divulgar o nome antes só dá "confusão". Na tentativa de desviar do assunto, o presidente contou que a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, pode ser candidata ao Senado por São Paulo.

“Logicamente, tenho um vice, que é do coração e da razão também, que a gente vai anunciar na hora certa. Anunciando agora é só complicação, confusão”, disse Bolsonaro, em entrevista à rádio Jovem Pan. “E aqueles que porventura acham que podem ser eles, graças a Deus temos um leque bastante grande de pessoas interessadas nesse serviço, então nós não podemos queimar a largada", completou.

Foi neste momento que o chefe do Executivo se referiu a Damares. “Eu posso adiantar uma possível senadora para São Paulo”, afirmou o presidente ao mencionar Damares. “Não está batido o martelo, não. O convite foi feito, o Tarcísio gostou dessa possibilidade, conversei com a Damares e ela ainda não se decidiu.”

Na semana passada, durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais, Bolsonaro lançou o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, como candidato ao governo de São Paulo. Ao lado do auxiliar, Bolsonaro aproveitou para fazer campanha para Tarcísio, que tem convites tanto para se filiar ao PL — partido do presidente — como ao Progressistas. “No nosso governo, tem feito um trabalho que é reconhecido por todos. É um tocador de obras, é um empreendedor e sabe realmente dos problemas do Brasil todo”, definiu o presidente.

Ao dizer que foi pressionado no começo de seu governo para preencher a Esplanada dos Ministérios, Bolsonaro sugeriu que Tarcísio seguisse seu exemplo. Segundo o presidente, o governo não cedeu às pressões políticas, embora ele tenha entregado a Casa Civil ao senador Ciro Nogueira (Progressistas-PI) e a Secretaria de Governo à deputada Flávia Arruda (PL-DF), ambos do Centrão. Quando confirmou a indicação de Nogueira ao cargo, no ano passado, o presidente chegou a dizer que a Casa Civil era a “alma do governo”.

“Pode ter certeza, ele (Tarcísio) ganhando as eleições, porventura, vai fazer um trabalho semelhante ao meu, a começar pela escolha do seu secretariado, que tem que ser tecnicamente escolhido”, afirmou Bolsonaro.

Em 8 de janeiro, Bolsonaro admitiu que até 12 ministros devem deixar o governo nos próximos meses para concorrer a cargos públicos nas eleições deste ano. O prazo para a desincompatibilização dos ministros vai até abril.

“Gostaria que eles saíssem somente um dia antes do limite máximo, para não termos qualquer problema. Já começamos a pensar em nomes para substituí-los, e alguns já estão mais que certa. A maioria será por escolha interna, até mesmo porque seria um mandato tampão até o fim do ano”, disse o presidente, em entrevista após churrasco de aniversário do advogado-geral da União, Bruno Bianco, no Lago Sul, em Brasília.

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