Neste domingo (09) a 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para tornar réu Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Falta apenas um voto, o da ministra Cármen Lúcia, que tem até meia-noite da próxima sexta-feira (14) para depositar sua manifestação no plenário virtual.
Em agosto deste ano, a Procuradoria-Geral da República (PGR) acusou Tagliaferro de quatro crimes: violação de sigilo funcional; coação no curso do processo; obstrução de investigação envolvendo organização criminosa; e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. O ex-assessor trouxe a público a existência de um gabinete paralelo no TSE. Segundo ele, o departamento atuou contra a direita durante as eleições de 2022.
Foto: Alejandro Zambrana/TSE
De acordo com a PGR, Tagliaferro aderiu às “condutas da organização criminosa” investigada nos processos da suposta trama golpista, das fake news e das milícias digitais. Segundo a Procuradoria os diálogos foram usados para atender aos “interesses ilícitos” da organização, que agia para disseminar notícias falsas contra o sistema eleitoral e as urnas eletrônicas, bem como pela tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
A defesa do ex-assessor Eduardo Tagliaferro acusou Alexandre de Moraes de promover “perseguição política” e conduzir um julgamento que eles chamaram de “ilegal”.
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