A indicação de Jorge Messias para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF) tem sido marcada por uma disputa nos últimos dias. A “guerra” acontece entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) e o presidente da República, Lula (PT). Lula desconsiderou a indicação de Alcolumbre e sugeriu um outro nome para ocupar a cadeira vazia no Supremo.
Alcolumbre tem colocado na pauta da casa temas que alfinetam o governo, como uma espécie de retaliação ao fato do presidente Lula (PT) não ter escolhido para o STF o também senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que carrega o seu favoritismo. De outro, o governo deixa de cumprir formalidades para ganhar tempo. Ambas as partes trocam farpas por meio de notas e burburinhos internos.
Foto: Divulgação/Palácio do Planalto
Em novembro o governo publicou a indicação de Messias no Diário Oficial, e o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ, responsável pela sabatina dos indicados) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), escolheu Weverton Rocha (PDT-MA) como relator. Alcolumbre, marcou a sabatina para 10 de dezembro, mas cancelou na última terça-feira (02), alegando uma grave omissão do governo, porque Lula não enviou ao Senado a mensagem oficial com a indicação de Messias.
Análises dizem que tudo não passou de uma boa estratégia do governo para dar a Messias mais tempo para ganhar a aprovação. A manobra pode interpretada como um rebaixamento do Senado, que pode ser visto como um mero carimbador das vontades de Lula.
Lilian Aragão
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