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Política

Presidente Lula afirma que tributos tornam o país mais justo

‘Nós queremos fazer com que este país se transforme em um país justo’, disse o presidente.

Nesta segunda-feira (30), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou que a construção de um país justo passa, primeiramente, pela forma como ocorre a arrecadação de tributos. O Congresso Nacional havia rejeitado, dias antes, o decreto presidencial que elevava as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Deputados e senadores barraram a proposta.

Lula voltou a defender o aumento do IOF durante a solenidade de lançamento do Plano Safra 2025/2026, no Palácio do Planalto, afirmando que isso fazia parte de uma estratégia ampla de redistribuição de renda. Acrescentou ainda que uma arrecadação eficiente precisa garantir equilíbrio e oportunidades iguais.

Foto: Ricardo StuckertLuiz Inácio Lula da Silva
Luiz Inácio Lula da Silva

“Nós queremos fazer com que este país se transforme em um país justo. E ele começa a ser justo pela tributação. Depois, continua a ser justo pela repartição. É por isso que estamos dando isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil”, disse o presidente.

Governo autorizou pelo menos 15 aumentos e criações de tributos

Desde que Lula reassumiu o Palácio do Planalto, o governo federal autorizou ou validou pelo menos 15 aumentos e criações de tributos.

Houve ainda o aumento da cobrança sobre importações de compras online, em que a alíquota passou a incidir em 20% nas encomendas que não ultrapassam US$ 50. Acima desse valor, a alíquota chega a 60%. Também foi encerrada, pelo Executivo, a isenção do Imposto de Renda Pessoa Jurídica e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido que beneficiava investidores. As mudanças, de acordo com os cálculos do Ministério da Fazenda, podem render até R$ 90 bilhões por ano aos cofres públicos.

Lula ainda rebateu críticas sobre a dependência das famílias aos programas sociais, como o Bolsa Família: “Ninguém quer que as pessoas vivam a vida inteira do Bolsa Família.”

“O que queremos é que a pessoa viva tranquilamente às custas da sua capacidade profissional, de sua capacidade produtiva. O papel do Estado é fazer com que essas pessoas tenham a oportunidade de chegar lá”, declarou.

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