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Política

“Não estamos em uma democracia”, diz Nikolas Ferreira ao acusar STF de abuso de poder

Além de criticar medida contra Bolsonaro, o deputado ainda acusa Moraes de desequilibrar Poderes.

Nesse domingo (20), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que o Brasil não vive uma democracia. Em suas redes sociais, ele publicou um vídeo em que responsabilizou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) por, de acordo com ele, “desbalancear” o funcionamento do Poder no país.

O parlamentar, ao abordar na pauta da suposta tentativa de golpe, ironizou as acusações feitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro de envolvimento, segundo Nikolas, acusado de “tentar um golpe dos Estados Unidos em EAD”.

Foto: Divulgação/Câmara dos DeputadosNikolas Ferreira
Nikolas Ferreira

As medida impostas pelo ministro, nessa sexta-feira (18), ainda foram consideradas desproporcionais quando comparadas as restrições de crimes graves. “Alguém que roubou o INSS, que foram bilhões, está usando tornozeleira eletrônica? Você já viu algum traficante, estuprador, alguém aí que roubou bilhões nas estatais ficando impossibilitado de conversas com seu próprio filho?", indagou o parlamentar.

A decisão do STF, ainda foi associada por ele ao apoio do presidente norte-americano, Donald Trump, ao mencionar que a carta de Trump enviada ao ex-presidente foi enviada um dia antes das medidas. O parlamentar ainda criticou a atuação do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), especialmente, em discussões comerciais com os Estados Unidos.

“O Brasil está dando um exemplo de como não ser diplomático, porque não sei se você sabe, mas os EUA não são uma economia que você pode falar: ‘Ah quer saber? Não quero ver você’. Antes da campanha, o Lula falava que com uma cerveja e uma conversa de bar resolveria uma guerra, e agora não está conseguindo resolver uma questão de tarifa", acrescentou.

Poderes

O deputado reforçou a crítica a Moraes ao relembrar o episódio do IOF, alegando que o ministro teria ultrapassado seus poderes ao manter o decreto que elevou as alíquotas do imposto, após parlamentares derrubarem o decreto. Afirmou então, que “em uma democracia normal”, o Senado seria capaz de exercer “pesos e contrapesos” sobre o Supremo, evitando que a Corte assumisse posturas políticas.

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