O conselho de ética e disciplina da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), foi acionado, pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF), contra Felipe Santa Cruz, ex-presidente da entidade. Ele comemorou, antes do pedido, a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A parlamentar pede, no documento, abertura de processo ético-disciplinar. O atual secretário de Governo do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), usou expressões, segundo ela, ofensivas além de incitar a violência política.
Santa Cruz, em rede social, classificou Bolsonaro como “merda que matou tantos na pandemia”. Escreveu ainda: “Que os mortos o assombrem”. Depois, acrescentou: “Traição aos cânones democráticos. No meu mundo ideal seria pena de morte. Bala na nuca!”.
Santa Cruz afirmou, em entrevista, após as publicações, que foi apenas um modo de dizer. “É óbvio que é uma figura de linguagem, não defendo o tiro na cabeça de ninguém.”
Atritos entre ex-presidente da OAB e Bolsonaro
Desde o ano de 2019, Felipe Santa Cruz e Bolsonaro trocam farpas. Tudo começou quando ex-presidente da República criticou a atuação da OAB no caso de Adélio Bispo, autor do atentado a faca em Juiz de Fora. A disputa foi levada por Santa Cruz ao Supremo Tribunal Federal.
Bolsonaro disse, meses depois, que poderia explicar a ele como seu pai, Fernando Augusto Santa Cruz de Oliveira, desapareceu durante a ditadura militar. O referido pai do ex-presidente da OAB foi preso em 1974 por agentes do DOI-Codi e nunca mais foi visto.
Além de ter presidido a OAB Federal, Santa Cruz também tem carreira política no Rio. Foi candidato a vereador pelo PT em 2004 e, desde 2022, é filiado ao PSD.
Alice Gabrielly
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