A ministra Gleisi Hoffmann (PT), de Relações Institucionais, defendeu o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), após decisão que trata da validade das leis estrangeiras no Brasil. A titular da articulação política do Governo Lula também atribuiu, em uma publicação no X, o impasse com bancos em relação à aplicação da Lei Magnitsky à atuação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O magistrado proibiu, na última segunda-feira (18), restrições “decorrentes de atos unilaterais estrangeiros” por parte de empresas ou outros órgãos que operam no Brasil, à luz das sanções aplicadas pelos Estados Unidos ao ministro Alexandre de Moraes, da Suprema Corte.
Flávio “agiu em defesa legítima do Brasil” e da soberania nacional, de acordo com Gleisi. Ela ainda acusou, por articularem sanções contra o Brasil, o ex-presidente e o seu filho Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
Em publicação afirmou: “Quem agrediu o sistema financeiro no Brasil foi Donald Trump, provocado por Jair Bolsonaro e seu filho Eduardo. O ministro Flávio Dino tomou uma decisão em defesa da soberania nacional, das nossas leis e até dos bancos que operam em nosso país. Agiu em legítima defesa do Brasil”.
A ministra ainda cita a reação dos bancos à decisão de Flávio Dino. As instituições enfrentam um impasse sobre a aplicação da Lei Magnitsky.
“A especulação com o valor das ações dos bancos é mais uma parcela do Custo Bolsonaro, que recai sobre o país desde que ele se aliou a Trump para fugir do julgamento por seus crimes”, destacou Gleisi.
Alice Gabrielly
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