O deputado federal Lindbergh Farias (PT) protocolou, nessa segunda-feira (18), uma petição no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a inclusão do senador Flávio Folsonaro (PL) na investigação que apura a atuação internacional do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) contra autoridades brasileiras. O parlamentar também pediu a apreensão do passaporte do senador, proibição de saída do país, bloqueio de bens, compartilhamento de provas envolvendo o caso Banco Master e cooperação internacional com autoridades dos Estados Unidos.
O pedido foi enviado ao ministro Alexandre de Moraes e solicita também que o ex-presidente Jair Bolsonaro passe a integrar o escopo investigativo.
Na petição, Lindbergh afirma que há indícios de ligação entre a atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, a articulação por sanções contra ministros do STF e o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro.
Segundo o parlamentar, os recursos destinados à produção do longa podem ter sido utilizados para financiar uma “ofensiva internacional” contra instituições brasileiras.
Áudio sobre “Dark Horse” ampliou pressão
O pedido ocorre após a divulgação de uma reportagem do Intercept Brasil que revelou um áudio atribuído a Flávio Bolsonaro em negociação com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, para financiar o filme.
De acordo com a petição, cerca de R$ 61 milhões teriam sido pagos entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações relacionadas à produção.
Eduardo Bolsonaro afirmou que não participou da gestão dos investimentos ligados ao filme.
No documento enviado ao STF, Lindbergh defende que a investigação apure se os valores prometidos para Dark Horse tiveram outra destinação além da produção audiovisual.
Eduardo Bolsonaro é réu por suposta coação no curso do processo em uma ação penal derivada da investigação. Em 2025, a Polícia Federal chegou a solicitar seu indiciamento, mas a Procuradoria-Geral da República não apresentou denúncia no caso.
Na petição, Lindbergh afirma que é necessário esclarecer “a real destinação dos recursos” ligados ao filme e investigar se houve relação entre os pagamentos e a atuação internacional atribuída ao grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
*Com colaboração de Isaac Da Silva
Davi Fernandes
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