O senador Marcelo Castro (MDB), que se manifesta publicamente pelo fim da escala 6x1 de trabalho, defendeu que a proposta seja votada no Senado Federal com urgência, antes das eleições. Em entrevista à imprensa, na manhã desta quarta-feira (1º), ele avalia que pode haver um consenso na votação.
O parlamentar ressaltou que a jornada de trabalho da maioria dos brasileiros é excessiva e que, portanto, essa pauta é de interesse de boa parte da sociedade.
“Essa proposta é do interesse da classe trabalhadora brasileira. Entendemos que no mundo moderno de hoje, com a robotização, com a digitalização e a inteligência artificial, a escala seis por um seria excessiva. Achamos que o mais apropriado seria uma escala cinco por dois, a pessoa trabalha cinco dias e fica dois para se dedicar às suas atividades pessoais, para o lazer e a família”, frisou o senador.
Marcelo Castro crê que a proposta será aprovada por ampla maioria e não descarta uma unanimidade nos votos. “Acho que hoje há um consenso na sociedade brasileira, há um consenso do Congresso Nacional, e na hora que isso for colocado em pauta, não tenho a menor dúvidas de que será aprovado praticamente pela unanimidade dos senadores”, disse.
Presidente do Senado
Questionado sobre a demora para que o texto seja apreciado, Marcelo Castro evitou responsabilizar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). “Não diria que isso é má vontade, é uma avaliação que ele está fazendo, o presidente é que tem o poder de pautar as matérias, e a gente tem que respeitar a decisão dele. Agora, todos nós estamos trabalhando para que essa pauta seja votada o mais rapidamente possível, já passou da hora. Então, se dependesse de mim, já seria votado agora, independentemente de ser ano de eleição ou não”, concluiu.
*Com colaboração do repórter Fábio Wellington
Thais Guimarães
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