Enquanto os fãs de Lady Gaga celebram a chegada da cantora ao Brasil para um show gratuito em Copacabana, no Rio de Janeiro, um áudio criticando os fãs da cantora passou a circular nas redes sociais. Na gravação, uma moradora do bairro critica a presença massiva do público LGBTQIAPN+ que acompanha a artista norte-americana, utilizando termos ofensivos e estereotipados. “Copacabana tá uma loucura. Tem viado em qualquer esquina... Tá caindo temporal de viado, tá demais”, diz a mulher.
A moradora compara os fãs de Lady Gaga aos de Madonna, alegando diferenças de comportamento e aparência entre os grupos, utilizando expressões discriminatórias como “bicha clássica” e “bicha violenta”, além de fazer comentários depreciativos sobre mulheres lésbicas. O áudio termina com ela afirmando, entre risos, que a cidade foi tomada por um “tsunami de viado”.
A repercussão do conteúdo gerou forte repúdio por parte de internautas e ativistas. Para muitos, o episódio evidencia o quanto a homofobia ainda está presente no cotidiano brasileiro.
Organizações de defesa dos direitos LGBTQIAPN+ reforçaram a necessidade de responsabilização legal por discursos de ódio e violência simbólica. “Não é só uma piada. É a reafirmação de uma cultura que marginaliza corpos e identidades todos os dias. Isso é homofobia”, declarou uma representante do Grupo Arco-Íris.
Insegurança e violência
Além dos episódios de intolerância, o clima de festa também foi marcado por relatos de violência. Fãs da cantora, conhecidos como little monsters, relataram assaltos nas imediações do hotel Copacabana Palace, onde Lady Gaga está hospedada. Segundo Michel, um dos admiradores que acampam no local na tentativa de ver a artista, houve furtos durante a distribuição de pizzas enviadas pela própria cantora.
Izabella Furtado
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