Colunista Brunno Suênio
GP1

Laudo da Polícia Civil do Piauí revela que jovens foram torturados e mortos de joelhos

O documento foi assinado em 20 de novembro de 2021 pelo médico legista Joaquim José Marques.

Este colunista teve acesso exclusivo ao laudo cadavérico dos adolescentes Anael Natan Colins Souza da Silva, 17 anos, e Luian Ribeiro de Oliveira, de 16 anos, assassinados no último dia 13 de novembro de 2021, na zona leste de Teresina. O documento assinado em 20 de novembro pelo médico legista da Polícia Civil do Piauí, Joaquim José Marques da Silva, revela com riqueza de detalhes que as duas vítimas foram torturadas, colocadas de joelhos e mortas com disparo de arma de fogo na nuca, à queima roupa.

Logo após terem sido localizados na zona rural leste de Teresina, os corpos dos dois adolescentes passaram por exames no Instituto de Medicina Legal (IML), às 17h30 do dia 15 de novembro de 2021.

No laudo da primeira vítima, Luian Ribeiro de Oliveira, o exame constatou um tiro de entrada localizado em região da nuca à esquerda, onde formou-se um cone com base maior na porção interna do osso. Já o tiro de saída encontra-se em porção parietal direita, sendo observado na porção externa do osso.

Foto: Reprodução/WhatsAppAdolescentes desaparecidos
Adolescentes foram assassinados

A citação a seguir, apresenta a íntegra do trecho do documento ao qual este colunista teve acesso. “Também se infere que a morte se deu com requinte de crueldade, compatível com execução do indivíduo de joelhos, com cabeça fletida [posicionada para baixo] e disparo por arma de fogo efetuado na região craniana, a curta distância”, diz trecho do laudo.

O laudo da segunda vítima, Anael Natan Colins Souza da Silva, repetiu o mesmo resultado obtido no exame realizado em Luian, portanto, executado em posição de joelhos, com requinte de crueldade.

Vestígios de sangue

Uma informação nova, anexada recentemente ao bojo do inquérito, é que foram encontrados vestígios de sangue no veículo de propriedade do empresário João Paulo de Carvalho Gonçalves Rodrigues, uma Mitsubishi L200 Triton, de cor prata, que chegou a ser apreendida durante o cumprimento de ordem judicial na última terça-feira (25) pelo Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa – DHPP.

Os resultados dos exames já conhecidos pela autoridade policial e demais requisições feitas ao Instituto de Criminalística vão apontar toda a dinâmica do crime, desde o momento em que as vítimas foram abordadas pelos acusados até o instante em que foram assassinadas, sem pairar dúvidas quanto a individualização da conduta de cada um dos alvos da investigação postos até momento: o advogado Francisco das Chagas Sousa, de 70 anos, seu filho, o também advogado Guilherme de Carvalho Goncalves Sousa, além do empresário João Paulo de Carvalho Gonçalves Rodrigues e seu cunhado, que também foi chamado até a residência no dia do crime.

Os suspeitos de envolvimento no assassinato, empresário João Paulo de Carvalho Gonçalves Rodrigues, além do advogado Francisco das Chagas Sousa, de 70 anos, e o filho, também advogado Guilherme de Carvalho Goncalves Sousa, foram ouvidos no DHPP na terça-feira (25) e liberados no mesmo dia.

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1

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