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Colunista Brunno Suênio
Jornalista do GP1
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Desembargador do TJ do Piauí José James é alvo de operação da Polícia Federal

As ordens judiciais determinadas pelo Superior Tribunal de Justiça foram cumpridas nesta quinta (02).

A Polícia Federal no Piauí deflagrou uma operação nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira (02), com o objetivo de cumprir ordens judiciais expedidas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Entre os alvos está o desembargador do Tribunal de Justiça do Piauí, José James Gomes Pereira, sua filha, a advogada Lia Rachel de Sousa Pereira Santos, o advogado Juarez Chaves de Azevedo Júnior, o escritório Germano Coelho Silva Barbosa Sociedade Individual de Advocacia, e dois empresários, Franciose e Suzana Pasternak. O foco das diligências é apurar indícios de associação entre investigados, corrupção e ocultação de bens em favorecimento de decisões para obtenção de terras no Cerrado. 

As medidas foram determinadas em caráter sigiloso pelo ministro Sebastião Reis Júnior, relator da Cautelar Inominada Criminal n.º 176/DF, que autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao desembargador e outros três investigados. 

Foto: GP1Desembargador José James
Desembargador José James

A Polícia Federal recebeu autorização para apreender documentos físicos e eletrônicos que possam indicar associação entre investigados, incluindo agendas, procurações, alvarás, rascunhos e demais registros semelhantes. Também estão na lista documentos que possam apontar indícios de corrupção, como contratos de prestação de serviços, notas fiscais, planilhas de custos, recibos e comprovantes de depósitos ou transferências bancárias.

Foto: Reprodução/Redes SociaisAdvogada Lia Rachel, filha do desembargador
Advogada Lia Rachel, filha do desembargador

O STJ autorizou ainda a apreensão de registros que possam indicar ocultação de bens, a exemplo de contratos de compra e venda, escrituras públicas, registros de veículos e procurações. Além disso, a determinação inclui a coleta de mídias de armazenamento, como pendrives, HDs externos, notebooks e aparelhos de telefone celular, cujo conteúdo poderá ser acessado e analisado ainda durante o cumprimento da diligência.

Os policiais receberam permissão também para realizar buscas em compartimentos secretos ou salas reservadas nos locais investigados, bem como buscas pessoais em caso de suspeita de que pessoas presentes estivessem escondendo provas, como celulares ou pendrives.

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1

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