Já se passaram sete meses de buscas por Adelaido Gomes Celestino, acusado de assassinar a tiros a irmã e advogada Valdenice Gomes Celestino Soares, crime ocorrido em 03 de março de 2025, na cidade de Paulistana, que chocou a população do município.
As investigações da Polícia Civil revelaram que Valdenice sofreu uma emboscada e foi morta com diversos disparos de arma de fogo, principalmente na região do pescoço, quando retornava de uma visita à sua propriedade, acompanhada da irmã e do neto. Ela havia ido consertar uma cerca que, frequentemente, era danificada por Adelaido Gomes Celestino.
Na fase de inquérito policial, as testemunhas relataram que a vítima vinha sofrendo ameaças constantes dos irmãos, que não aceitavam a atuação de Valdenice como inventariante no processo de partilha de terras da família.
Familiares apresentaram áudios e mensagens atribuídas a Narciso Gomes Celestino (outro irmão da vítima) com frases como: “isso não se resolve na Justiça, mas sim na bala”.
Filho e irmão do acusado de matar advogada em Paulistana foram presos
Segundo a Polícia Civil, o filho de Adelaido Celestino, Gabriel Celestino, teve participação direta na fuga do pai, sendo visto em uma motocicleta nas proximidades do local do crime e em outro município no mesmo dia, vestindo roupas semelhantes às descritas por testemunhas.
Relatórios técnicos indicam que seu celular estava conectado ao mesmo ponto de internet utilizado por Adelaido na localidade do crime, contradizendo seu depoimento prestado à polícia.
Narciso Celestino (irmão de Adelaido), por sua vez, foi apontado como o responsável por instigar o irmão a cometer o assassinato. Há indícios de que ele teria pressionado Adelaido por mensagens, cobrando uma “solução” para o conflito com Valdenice. A polícia também investiga se a arma usada no crime foi enviada por ele, o que reforçaria seu papel no planejamento do homicídio.
O sumiço do celular da vítima também é alvo da investigação, que trabalha com a hipótese de destruição ou ocultação de provas, possivelmente, por parte dos próprios investigados.
Rapidinhas
Polícia Civil amplia investigações contra grupo acusado de coagir juízes e desembargador do TJ-PI
A Polícia Civil do Piauí ampliou as investigações contra um núcleo acusado de coação contra magistrados do Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI). As ações do grupo teriam como objetivo influenciar decisões judiciais em processos sensíveis, por meio de pressões diretas e falsas denúncias a órgãos de correição.
Medidas cautelares e sigilo
Até o momento, a polícia já ouviu várias testemunhas e requisitou quebra de sigilo telemático de investigados. Algumas diligências permanecem, justamente para proteger o curso das investigações.
Próximos passos
A expectativa é que novos desdobramentos ocorram nas próximas semanas, com possíveis indiciamentos e medidas judiciais. O TJ-PI ainda não comentou oficialmente sobre o caso, mas fontes internas confirmaram que a Presidência da Corte acompanha a apuração “com total atenção e seriedade”, a exemplo das últimas ações desencadeadas pela Polícia Federal na última semana.
*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1
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