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Colunista Demóstenes Ribeiro
Educador físico. Sua coluna aborda temas voltados à saúde muscular.
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Mounjaro: até que ponto vale a pena colocar sua saúde em risco?

O mais irônico é que o mesmo sistema que engordou a população com ultraprocessados agora vende a “cura".

O Mounjaro virou a nova promessa do emagrecimento rápido. Mas o que muitos ignoram é que ele age diretamente no pâncreas, alterando hormônios e forçando o órgão a trabalhar de forma artificial. Esse tipo de estímulo já foi associado a pancreatite, inflamações e outras complicações que podem ser graves.

Emagrecer com injeção parece fácil, mas pode cobrar um preço silencioso. O corpo humano não foi projetado para depender de hormônios sintéticos para controlar o apetite. Além disso, ao interromper o uso, grande parte das pessoas recupera o peso perdido, entrando em um ciclo de dependência.

Foto: DivulgaçãoDemóstenes Ribeiro
Demóstenes Ribeiro

Além do pâncreas, medicamentos dessa classe também já foram associados a problemas na vesícula biliar, como cálculos biliares e colecistite, especialmente quando há perda de peso rápida. Há ainda alertas de estudos em animais sobre o risco de tumores de células C da tireoide, motivo pelo qual o próprio fabricante contraindica o uso em pessoas com histórico familiar de câncer medular da tireoide. Ou seja, não é uma simples “caneta de emagrecimento”, mas uma intervenção hormonal profunda no organismo.

Outro ponto pouco discutido é o risco de hipoglicemia, desidratação, insuficiência renal e perda acelerada de massa muscular, principalmente quando o medicamento é usado sem acompanhamento médico ou em pessoas saudáveis apenas por estética. O emagrecimento rápido pode parecer vitória, mas muitas vezes vem acompanhado de fraqueza, fadiga, alterações hormonais e efeito rebote, criando dependência do medicamento para manter o peso.

O mais irônico é que o mesmo sistema que engordou a população com ultraprocessados agora vende a “cura” em forma de caneta injetável. A pergunta que fica é: vale a pena trocar hábitos saudáveis por um atalho químico que pode comprometer sua saúde a longo prazo?

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1

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