O uso excessivo do celular está mudando silenciosamente a saúde das mãos da população. Cada vez mais pessoas, principalmente jovens e adultos que passam horas digitando, rolando telas e segurando smartphones, estão desenvolvendo dores no polegar, inflamações e perda de força nas mãos.
Segundo especialistas em ortopedia de mãos, o problema já é considerado uma consequência direta do estilo de vida moderno. O polegar humano não foi projetado para repetir milhares de movimentos por dia em telas pequenas, muitas vezes sem descanso.
A médica ortopedista especialista em mãos explica que o excesso de movimentos repetitivos pode sobrecarregar tendões, articulações e músculos da região, provocando dores que inicialmente parecem leves, mas que podem evoluir para quadros incapacitantes.
Entre os sintomas mais comuns estão:
1.Dor na base do polegar;
2.Dificuldade para abrir potes ou segurar objetos;
3.Sensação de fraqueza nas mãos;
4.Estalos;
5.Inchaço;
6.Dor ao digitar ou usar o celular por muito tempo.
A especialista Luma Medeiros alerta que ignorar os sintomas pode agravar o problema. “Muita gente acredita que é apenas cansaço, mas o corpo dá sinais claros de sobrecarga. Quanto mais cedo houver mudança de hábitos, maiores as chances de evitar tratamentos mais agressivos”, explica.
A médica destaca algumas medidas simples que podem ajudar a prevenir lesões:
1.Evitar passar muitas horas seguidas no celular;
2.Fazer pausas frequentes durante o uso;
3.Alternar as mãos ao segurar o aparelho;
4.Reduzir movimentos repetitivos excessivos;
5.Fortalecer músculos das mãos e antebraços;
6.Manter boa postura durante o uso do smartphone;
7.Procurar avaliação médica ao surgirem dores persistentes.
Além da dor, a perda progressiva da força das mãos pode comprometer atividades simples como escrever, cozinhar, dirigir e até trabalhar.
Especialistas alertam que, se o padrão atual de uso excessivo de smartphones continuar, as dores nas mãos e no polegar poderão se tornar um dos problemas ortopédicos mais comuns das próximas décadas.
*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1
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