Muita gente acredita que ser magro é sinônimo automático de saúde. Mas a ciência vem mostrando algo importante: em muitos casos, é melhor ser um “gordinho” fisicamente ativo do que um magro sedentário.
A prática regular de atividade física melhora o funcionamento do coração, dos pulmões, da circulação e do cérebro, independentemente do peso corporal. Uma pessoa acima do peso, mas que caminha, pedala, faz musculação ou pratica algum exercício regularmente, costuma apresentar melhores níveis de condicionamento físico, controle da glicemia, pressão arterial e saúde cardiovascular do que uma pessoa magra que passa o dia parada.
Existe inclusive o chamado “magro metabolicamente doente”: aquela pessoa que aparenta ter um corpo saudável, mas possui gordura acumulada internamente, baixa massa muscular, colesterol alterado, resistência à insulina e péssimo condicionamento físico. Ou seja: aparência não é sinônimo de saúde.
Por outro lado, o indivíduo fisicamente ativo produz substâncias protetoras durante o exercício, como as miocinas, que ajudam a combater inflamações, proteger o coração, melhorar o metabolismo e reduzir o risco de doenças como diabetes, hipertensão, depressão e até alguns tipos de câncer.
Isso não significa que o excesso de gordura corporal deve ser ignorado. O ideal é buscar tanto um peso saudável quanto um estilo de vida ativo. Mas quando colocamos na balança sedentarismo versus atividade física, o sedentarismo quase sempre representa um risco maior.
O corpo humano foi feito para se movimentar. Mais importante do que perseguir um padrão estético é desenvolver hábitos que façam o organismo funcionar melhor. Porque saúde não se mede apenas pelo número na balança, mas principalmente pela capacidade do corpo de viver, se movimentar e envelhecer com qualidade.
*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1
Ver todos os comentários | 0 |