Toda sexta-feira é a mesma coisa. Basta o relógio marcar o fim do expediente que começa o famoso: “sextou!”. E, para muita gente, isso significa abandonar os treinos, exagerar na alimentação, consumir bebida alcoólica e passar o fim de semana inteiro longe de qualquer atividade física.
Mas existe um detalhe importante: o seu organismo não entende o que é “sextar”.
O músculo não sabe que hoje é sexta-feira. O coração não entra em modo descanso porque chegou o fim de semana. O metabolismo não para de desacelerar só porque você decidiu faltar à academia. O corpo humano funciona através de continuidade, regularidade e hábito.
É justamente por isso que muitas pessoas treinam pesado de segunda a quinta e acabam não tendo os resultados que gostariam. Porque interrompem a rotina toda vez que chega o fim de semana. E o problema não é apenas faltar um treino. O problema é transformar a sexta, o sábado e o domingo em uma sequência de excessos e sedentarismo.
O condicionamento físico é construído com consistência. O corpo responde àquilo que você faz repetidamente. Não adianta querer resultados duradouros tendo uma rotina saudável apenas alguns dias da semana.
Muita gente acredita que saúde é intensidade. Mas, na verdade, saúde tem muito mais relação com continuidade. É melhor fazer o básico de forma constante do que viver naquele ciclo de “segunda eu começo de novo”.
Seu coração não tira folga. Sua circulação não tira folga. Seus músculos não tiram folga. Seu cérebro continua precisando de movimento. Seu corpo continua necessitando de estímulos físicos para funcionar bem.
“Sextar” não deveria ser sinônimo de abandonar hábitos saudáveis. Pelo contrário. O fim de semana também faz parte da vida — e cuidar da saúde precisa deixar de ser visto como obrigação de segunda a sexta.
Quem entende isso geralmente consegue resultados muito melhores ao longo dos anos. Porque transforma a atividade física em estilo de vida, e não apenas em algo temporário.
No fim das contas, o corpo não entende o que é sexta-feira. Mas ele entende perfeitamente a diferença entre constância e abandono.
*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1
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