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Colunista Demóstenes Ribeiro
Educador físico. Sua coluna aborda temas voltados à saúde muscular.
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Por que tantas pessoas estão infartando cada vez mais jovens?

Além disso, observa-se um aumento preocupante no uso indiscriminado de esteroides anabolizantes.

Durante muito tempo, o infarto foi visto como um problema típico da terceira idade. Hoje, porém, a realidade é diferente. Cada vez mais homens e mulheres com 30, 40 e até menos de 30 anos estão sofrendo infartos, acendendo um alerta importante para a sociedade.

A principal explicação para esse fenômeno está no estilo de vida moderno. Nunca tivemos tanta tecnologia para facilitar a vida, mas também nunca nos movimentamos tão pouco. Passamos horas sentados diante de computadores, celulares e televisões. O sedentarismo tornou-se uma das maiores ameaças à saúde cardiovascular.

Foto: DivulgaçãoDemóstenes Ribeiro
Demóstenes Ribeiro

Além da falta de atividade física, a alimentação também mudou drasticamente. O consumo excessivo de alimentos ultraprocessados, ricos em açúcar, gordura e sódio, contribui para o aumento da obesidade, da hipertensão arterial, do diabetes e do colesterol elevado, fatores diretamente relacionados ao infarto.

Outro grande vilão é o estresse crônico. A correria do dia a dia, as preocupações financeiras, a pressão profissional e a hiperconectividade fazem com que muitas pessoas vivam em estado permanente de tensão. Esse cenário favorece o aumento da pressão arterial e sobrecarrega o coração.

Além disso, observa-se um aumento preocupante no uso indiscriminado de esteroides anabolizantes. Muitos jovens, em busca de resultados estéticos rápidos, colocam a saúde em risco ao utilizar substâncias que podem elevar a pressão arterial, alterar os níveis de colesterol e aumentar significativamente o risco de infarto e morte súbita.

A boa notícia é que grande parte desses fatores pode ser modificada. A prática regular de atividade física, uma alimentação equilibrada, o controle do estresse, a realização de exames periódicos e a eliminação do tabagismo são medidas capazes de reduzir drasticamente o risco de doenças cardiovasculares.

O infarto não escolhe mais idade. Por isso, cuidar do coração não deve ser uma preocupação apenas dos idosos. Quanto mais cedo adotarmos hábitos saudáveis, maiores serão as chances de viver uma vida longa, ativa e com qualidade.

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1

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