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Colunista Demóstenes Ribeiro
Educador físico. Sua coluna aborda temas voltados à saúde muscular.
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Contrair o músculo é produzir remédio para o corpo

Hoje a ciência reconhece o músculo como um órgão capaz de liberar moléculas chamadas mioquinas.

Poucas pessoas sabem disso, mas toda vez que você contrai um músculo durante uma caminhada, uma sessão de musculação, uma pedalada ou qualquer outra atividade física, seu corpo passa a produzir substâncias com efeito semelhante ao de verdadeiros remédios naturais.

Os músculos não servem apenas para gerar movimento. Hoje a ciência reconhece o músculo como um órgão capaz de liberar moléculas chamadas mioquinas. Essas substâncias são lançadas na corrente sanguínea durante a contração muscular e exercem efeitos benéficos em praticamente todo o organismo.

Foto: Arquivo pessoal/Demóstenes RibeiroContrair o músculo é produzir remédio para o corpo
Contrair o músculo é produzir remédio para o corpo

Quando os músculos trabalham, eles ajudam a controlar a glicemia, reduzem processos inflamatórios, melhoram a saúde do coração, fortalecem o sistema imunológico, protegem o cérebro e contribuem para a prevenção de diversas doenças crônicas, como diabetes, hipertensão, obesidade e até alguns tipos de câncer.

É por isso que uma pessoa fisicamente ativa costuma adoecer menos. Ao se exercitar regularmente, ela está estimulando diariamente a produção dessas substâncias protetoras que funcionam como uma verdadeira farmácia interna.

Por outro lado, o sedentarismo significa deixar essa farmácia fechada. Quanto menos os músculos são utilizados, menor é a produção dessas moléculas benéficas e maior tende a ser o risco de doenças, perda de funcionalidade e envelhecimento precoce.

A mensagem é simples: quando você contrai seus músculos, está fazendo muito mais do que movimentar o corpo. Está produzindo remédios naturais que ajudam a proteger sua saúde da cabeça aos pés. Por isso, movimentar-se todos os dias pode ser uma das estratégias mais poderosas para viver mais e viver melhor.

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1

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