Receber o diagnóstico de artrose não significa que a pessoa deve parar de se movimentar. Pelo contrário. Atualmente, uma das estratégias mais recomendadas pelos especialistas para o tratamento da artrose é justamente a prática regular de exercícios físicos, com destaque para a musculação.
Muitas pessoas acreditam que o desgaste da articulação exige repouso absoluto. Essa ideia está equivocada. Quando uma pessoa deixa de se movimentar, os músculos enfraquecem, a estabilidade das articulações diminui e as dores tendem a aumentar. Por outro lado, exercícios realizados de forma adequada fortalecem a musculatura que protege e sustenta as articulações afetadas.
A musculação funciona como uma espécie de "escudo protetor" para as articulações. Quanto mais fortes estiverem os músculos ao redor dos joelhos, quadris, coluna e ombros, menor será a sobrecarga sofrida por essas estruturas durante as atividades do dia a dia.
Além da melhora da força muscular, a musculação ajuda a reduzir dores, melhora a mobilidade, aumenta a autonomia funcional, diminui o risco de quedas e contribui para a manutenção do peso corporal, fator extremamente importante para quem sofre de artrose, principalmente nos joelhos e quadris.
É importante destacar que tanto a falta quanto o excesso de exercícios podem ser prejudiciais. O segredo está na prescrição adequada, respeitando as limitações e necessidades de cada pessoa. Quando bem orientada, a musculação deixa de ser apenas uma atividade física e passa a ser uma poderosa ferramenta terapêutica.
A ciência tem demonstrado que pessoas com artrose que mantêm uma rotina regular de fortalecimento muscular costumam apresentar menos dor, melhor capacidade funcional e mais qualidade de vida. Por isso, para muitos pacientes, a musculação não é apenas uma opção de tratamento. É uma das melhores estratégias para conviver melhor com a artrose e preservar a independência ao longo dos anos.
*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1
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