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Colunista Neile Castelo Branco
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Falta de seriedade em CPIs na Câmara de Teresina gera críticas e desconfiança da população

Se for apenas para exibicionismo a flashes, câmeras e microfones, é melhor que não exista.

E a CPI – Comissão Parlamentar do Déficit Financeiro –, a famosa CPI do “Rombo Financeiro”, virou piada. Assim como outras CPIs instaladas na Câmara de Vereadores de Teresina, a do “rombo” só serviu para o exibicionismo do idealizador e “comandante-em-chefe” da mesma.

Foto: Lucas Dias/GP1Câmara Municipal de Teresina
Câmara Municipal de Teresina

A Mesa Diretora da Câmara de Teresina e a imprensa devem ficar mais atentas a espertos edis verborrágicos que as utilizam para autopromoção, sempre se portando como paladinos da verdade e agindo como inquisidores medievais. CPI é algo sério. Só deve ser instalada em qualquer casa legislativa sob o manto da seriedade e da honestidade legislativa. Se for apenas para exibicionismo a flashes, câmeras e microfones, é melhor que não exista, pois joga na lama um instrumento de investigação que deve ser eivado de todo o respeito que merece. Mas, da forma como está sendo utilizado por integrantes da Câmara de Vereadores de Teresina, só resulta em descrédito da população teresinense para com o Legislativo da capital piauiense. E a imprensa, mediante a expertise e oportunismo de criadores de CPIs com a finalidade única de estarem na mídia, é feita de “besta”.

Henrique Pires na Gestão Mão Santa

Foto: Lucas Dias/GP1Deputado Estadual Henrique Pires
Deputado Estadual Henrique Pires

O deputado estadual Henrique Pires, do MDB, despontou para a política partidária na primeira gestão do governador Mão Santa, quando seu pai, o advogado, jornalista, escritor e acadêmico da Academia Piauiense de Letras, Magno Pires, foi secretário de Administração. Foi nessa época que Henrique Pires presidiu o PMDB Jovem, foi suplente de vereador de Teresina e conseguiu se “enturmar” com o então deputado federal João Henrique, presidente do PMDB do Piauí e amicíssimo do presidente nacional do partido, o deputado federal por São Paulo, Michel Temer, que seria vice-presidente da presidenta da República Federativa do Brasil, Dilma Rousseff, do PT.

Ascensão nacional e retorno ao Piauí

Nesse ínterim, entre Teresina e Brasília, Henrique Pires já havia “caído nas graças” do presidente nacional do MDB que, quando vice-presidente da República, o colocou na presidência da Funasa, a Fundação Nacional de Saúde. De lá, do Planalto Central, Henrique Pires voltou para a Chapada do Corisco, onde já exerce o segundo mandato de deputado estadual pelo MDB.

O auge e a queda do PMDB no Piauí

Ironia do destino: enquanto o PMDB “reinava” no Piauí, o engenheiro Henrique Pires florescia na política partidária e no exercício de cargos públicos. Mão Santa, que derrubou a intitulada “oligarquia” capitaneada pelo todo-poderoso Hugo Napoleão e seu séquito, foi cassado pelo TSE – Tribunal Superior Eleitoral – após ser reeleito governador do Piauí, derrotando o “mito” da época, Hugo Napoleão do Rego Neto.

Até hoje, há os que creem que Mão Santa só foi cassado em virtude da forte influência de Hugo Napoleão sobre o então presidente do TSE, Nelson Jobim.

A eleição de 2002 e a guinada petista

Foto: Lucas Dias/ GP1Prefeito Mão Santa
Prefeito Mão Santa

Em 2002, fora do Karnak, mas com imenso apoio popular, Mão Santa pelejou para que o então prefeito de Teresina, Firmino Filho, fosse candidato a governador com seu total e irrestrito apoio. Firmino “refugou”. Mão Santa apoiou a candidatura de Wellington Dias, do PT, ao Governo do Estado. Urnas fechadas, votos apurados: o petista foi eleito governador em primeiro turno, dando uma “sova” sem igual no candidato à reeleição, o “mito” Hugo Napoleão. Wellington: 50,96% x Hugo: 40,07%.

O PMDB abandonado e o fortalecimento do PT

Só lembrando que, no ano de 2002, em convenção, o PMDB aprovou a candidatura do ex-reitor da Uespi – Universidade Estadual do Piauí –, o coronel da reserva do Exército Brasileiro, advogado e doutor (Ph.D.) em Física, Jônathas Nunes.

De lá para cá, o PMDB piauiense, hoje MDB, sob o comando do atual senador Marcelo Castro, é serviçal do PT, servindo ao mesmo serenamente, sem reclamar nem estrebuchar, a tal ponto que a legenda sobrevive às expensas petistas.

As críticas de Henrique Pires ao PT

Comecei mencionando o deputado estadual Henrique Pires, que está a reclamar do PT por estar “seduzindo”, “cantando” integrantes do MDB para ingressarem no partido que governa o Estado há mais de duas décadas e age para permanecer por mais tempo “dando as cartas” no Piauí.

O deputado Henrique Pires “clama no deserto”, porque o MDB não é partido para contrariar o PT desde que abandonou a candidatura de Jônathas Nunes para apoiar Wellington Dias. Atualmente, no governo petista, Magno Pires, pai do deputado Henrique Pires, é o presidente do Instituto de Saneamento Básico do Piauí – ISBPI.

A oposição fragilizada diante da força petista

E a oposição ao PT, que pretende tirá-lo do Palácio de Karnak, continua “minguada” diante da exuberante atuação petista e da base aliada. Até agora, mediante pesquisas de intenção de votos que vêm sendo divulgadas, só o senador Ciro Nogueira, do PP, se sobressai para continuar senador ao lado do também candidato à reeleição ao Senado, o Marcelo Castro, do MDB.

Os nomes da oposição para 2026

A pré-candidata do Progressistas ao Governo do Estado, a ex-deputada estadual, ex-deputada federal, ex-vice-governadora do Estado e atual diretora de Finanças e Administração do Sebrae – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas –, a advogada Margarete Coelho, e o pré-candidato ao Governo do Estado pelo PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, o radialista, jornalista e escritor Toni Rodrigues, ainda não pontuam o suficiente para levar a eleição ao segundo turno em 2026.

A estratégia governista para manter hegemonia

Na base governista, o governador e candidato à reeleição Rafael Fonteles, do PT, restringe o número de chapas visando a eleição para a Assembleia Legislativa e a Câmara dos Deputados. Enquanto isso, a oposição, ou seja, o Progressistas, não está conseguindo juntar pré-candidatos e pré-candidatas para a eleição ao Legislativo estadual nem para a Câmara dos Deputados. Parafraseando o narrador futebolístico Dídimo de Castro: “na trajetória dos noventa!”, o tempo está passando e os “rafaboys” estão à frente no placar eleitoral.

Sugestão de leitura

Foto: ReproduçãoNadança dos Peixes
Nadança dos Peixes

Sugestão de leitura: instigar a vibração poética na mente e no coração com a leitura da antologia poética Nadança dos Peixes, do poeta natural de Alto Longá, William Melo Soares.

Caso queira contatar-me, faça-o através do celular de número 86 9 9954 5023

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1

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