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Colunista Neile Castelo Branco
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Ministro Wellington Dias deve indicar vice do governador Rafael Fonteles

De uma tacada só, o ministro vai dar ao filho, Vinícius Dias, um mandato de deputado federal.

Dotado de imensurável astúcia política, o ministro Wellington Dias continua guiando o PT e os partidos satélites da sua base. Ele e o filho, Vinícius Dias, foram fotografados e filmados de camisas brancas no Liceu Piauiense, onde a militância petista, em Teresina, votou para presidente dos diretórios do PT de Teresina e do Piauí.

Diante das poses e falas de ambos, as projeções dão conta de que o “time do índio” vai indicar o candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo governador Rafael Fonteles no pleito eleitoral pela reeleição em 2026.

Foto: Sara Nascimento/GP1Vinícius Dias e o pai, Wellington Dias, compareceram à votação da eleição interna do PT
Vinícius Dias e o pai, Wellington Dias, compareceram à votação da eleição interna do PT

Os algoritmos políticos indicam que Wellington Dias, que é ex-presidente da Apcef e do Sindicato dos Bancários; ex-vereador de Teresina, ex-deputado estadual, ex-deputado federal, ex-governador do Piauí por quatro mandatos e senador no segundo mandato (licenciado para ser ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome), vai emplacar o médico Francisco Costa, deputado federal de primeiro mandato pelo PT, como candidato a vice-governador em 2026.

Francisco Costa deve ser vice e Vinícius Dias pode assumir mandato

De uma tacada só, o ministro, nascido em Oeiras, que já usou o poder que detém sobre o PT e os partidos aliados para eleger a esposa, Rejane Dias, deputada estadual, deputada federal e colocá-la no comando da Secretaria de Educação do Estado, vai dar ao filho, Vinícius Dias, um mandato de deputado federal.

Foto: Lucas Dias/GP1Deputado Francisco Costa
Deputado Francisco Costa

Ele deve extrair da Câmara o doutor Francisco e colocar no lugar o doutor Vinícius Dias. Nem Petrônio Portela, nem Lucídio Portela, nem Hugo Napoleão, nem Alberto Silva, no auge da glória e poder, conseguiram tais feitos. Na taba piauiense, Wellington Dias é quem dá as ordens.

Ciro Nogueira propõe fim da reeleição, mas com brecha para 2028

Não há senador mais bem quisto entre os prefeitos do Piauí — e quiçá do Brasil — do que o senador piauiense Ciro Nogueira, do PP. É dele a proposta de emenda à PEC, proposta de emenda à Constituição que acaba com a reeleição para prefeitos, governadores e senadores.

Foto: Lucas Dias/GP1Senador Ciro Nogueira
Senador Ciro Nogueira

A proposta do senador piauiense, no entanto, garante aos prefeitos reeleitos em 2024 o direito de disputar a eleição em 2028. Pense em uma turma que está coçando as mãos e sonhando com a aprovação da emenda de Ciro.

Sílvio Mendes enfrenta dificuldades na gestão da capital

O prefeito Sílvio Mendes parece que ainda não pegou o "fio da meada" nesta gestão da Prefeitura de Teresina, para a qual foi eleito em 2024. Ele está enrolado na limpeza da cidade, no transporte coletivo e na saúde do município.

Até hoje, procura alguém que tenha coragem de ser presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS). O professor Charles Silveira pediu exoneração. O prefeito colocou o odontólogo Francisco Pedrosa no cargo; uma semana depois, o professor Charles fez as pazes com o prefeito e voltou ao comando da FMS. Quatro meses e alguns dias mais tarde, Charles deixou de novo a chefia maior da FMS e, aí, o prefeito Sílvio convidou o doutor Pedrosa para voltar ao comando da Fundação, mas, como “gato escaldado tem medo d’água”, o odontólogo refugou o convite.

Foto: Lucas Dias/GP1Sílvio Mendes
Sílvio Mendes

E agora, quem se atrever a topar a parada de presidir a FMS, levante o braço e se apresente ao prefeito.

CPI do Rombo e oposição pressionam a gestão

E para chafurdar ainda mais a situação, o vereador Dudu, do PT, membro da CPI do Rombo em curso na Câmara de Vereadores, trouxe à tona que o professor Charles Silveira declarou existir cerca de 100 milhões de reais no caixa da Fundação, mas que não podem ser aplicados por causa da “burocracia”.

Por enquanto, o prefeito Sílvio Mendes tem dado muita munição à oposição — especialmente ao deputado estadual Fábio Novo, do PT, de quem ele ganhou a eleição para prefeito de Teresina em 2024. Se não se aprumar no comando da capital piauiense, Sílvio será o maior “cabo eleitoral” de Novo em 2026, quando o petista será candidato à reeleição à Assembleia Legislativa.

Falta de comunicação agrava desgaste da gestão

O tempo está passando e o secretário de Comunicação da Prefeitura de Teresina, Ellyo Teixeira, não estabeleceu uma política de comunicação entre a Prefeitura e a população teresinense.

O líder do prefeito na Câmara de Vereadores, Bruno Vilarinho, do PDT, também não consegue diminuir o descontentamento dos aliados nem aplacar a “fúria” da oposição em relação ao prefeito Sílvio Mendes.

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1

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