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Parlamentares do PL repudiam reabertura de investigação contra Valdemar Costa Neto

O inquérito poderá relacionar Valdemar Costa Neto às acusações envolvendo os núcleos do partido.

Após a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de reabrir uma investigação contra o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, lideranças do partido se posicionaram contra a medida.

O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara, afirmou que "todas as decisões do PL foram conduzidas de forma transparente e democrática, sempre com o objetivo de fortalecer a segurança e a confiabilidade do sistema eleitoral" e reafirmou seu apoio a Valdemar.

Foto: Valter Campanato/Agência BrasilValdemar Costa Neto
Valdemar Costa Neto

Mais incisivo, o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) classificou a reabertura da investigação como uma perseguição inaceitável. Segundo ele, "questionar, propor melhorias e buscar mais transparência no processo eleitoral não é crime, é um direito democrático". O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) também criticou a criminalização do questionamento das urnas eletrônicas.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que a investigação seria "apenas uma desculpa para alcançar seu objetivo de cassar o registro do PL" e defendeu a anistia como o único caminho para interromper as condenações contra integrantes do partido.

Valdemar Costa Neto pode se tornar réu por crimes contra a democracia

A reabertura do inquérito decorre de uma representação do PL que buscava averiguar as urnas eletrônicas após a derrota do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de 2022. Durante o processo, Moraes determinou que o partido incluísse o segundo turno no documento. Após a negativa, o então presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) considerou a ação uma tentativa de anular votos indesejados e aplicou multa de quase R$ 23 milhões ao PL por litigância de má-fé.

O inquérito poderá relacionar Valdemar Costa Neto às acusações envolvendo os núcleos do partido, apontando sua participação em uma estratégia para, nas palavras do ministro Moraes, "desacreditar a Justiça Eleitoral" e obter apoio popular para um eventual golpe de Estado.

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