Nesta quinta-feira (30), a Polícia Federal deflagrou a Operação Capgras, que investiga fraudes na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde membros de um grupo criminoso se passaram por familiares de professores universitários falecidos com o objetivo de receber benefícios previdenciários.
O grupo também utilizava laranjas e empresas de fachada para lavar o dinheiro obtido de forma criminosa. Durante a operação, a PF cumpriu cinco mandados de prisão preventiva e 23 mandados de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro e de Mogi das Cruzes (SP).
Em Mogi das Cruzes, foi encontrada uma estação de trabalho com computadores, arquivos e anotações avulsas. Em um condomínio da Barra Funda, foram apreendidos dinheiro em espécie, uma máquina de contar dinheiro, além de joias, relógios, veículos, cofres e documentos.
Segundo as investigações, foram movimentados R$ 22 milhões entre janeiro de 2022 e dezembro de 2024. Os envolvidos devem responder por falsificação de documento público, estelionato, uso de documento falso, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Parte dos recursos obtidos era destinada ao Comando Vermelho. A facção está no centro das atenções desde a Operação Contenção, realizada na terça-feira (28), em que cerca de 113 pessoas foram presas, além de 118 armas e 14 explosivos apreendidos. A megaoperação também resultou na morte de 119 pessoas, entre elas quatro policiais.
A investigação teve início após um pensionista da UFRJ notar a inclusão indevida de um filho como seu beneficiário. Diante disso, ele acionou as autoridades para fazer a denúncia.
Francielle Barroso
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