Nesta quarta-feira (12), o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, afirmou à coluna de Paulo Cappelli, do Metrópoles, que o crime organizado está “entranhado dentro da máquina pública”, uma vez que, segundo ele, há candidatos financiados por facções criminosas.
Ainda conforme o governador, a resistência de setores do Governo Federal em discutir o enquadramento das facções como grupos terroristas estaria relacionada a esse fator. “Como eles temem uma cooperação internacional que pode revelar muita coisa — inclusive em relação a pessoas da esquerda, que podem, muitas vezes, estar participando ou se beneficiando —, eu não saberia dizer nomes, mas fica muito claro que eles acobertam porque, de certa maneira, tiram proveito”, afirmou o governador.
Na oportunidade, Zema elogiou a escolha do deputado Guilherme Derrite como relator do PL Antifacção e defendeu o enquadramento das facções como grupos terroristas. “Eu, como governador de Minas, gostaria que as organizações [criminosas] fossem enquadradas como terroristas. Acho que o Brasil precisa, inclusive, de cooperação internacional para combatê-las. Esse pessoal [os criminosos] tem tentáculos em diversos países e, quando você tem essa caracterização de grupo terrorista, consegue essa cooperação para combatê-los de forma mais eficiente”, destacou o governador.
Durante a entrevista, Zema também criticou a fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a megaoperação policial realizada no Rio de Janeiro. Segundo ele, o presidente deveria ter lamentado as mortes dos quatro agentes de segurança.
Francielle Barroso
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