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Após novo atestado, CPMI pede condução coercitiva de ex-coordenador do INSS

Comissão aguarda decisão judicial após Habeas Corpus que cancelou a oitiva de Rodrigo Moraes.

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aguarda uma decisão judicial sobre a possível condução coercitiva do ex-coordenador de pagamentos e benefícios do instituto, Jucimar Fonseca da Silva.

O servidor, atualmente afastado do INSS, apresentou um novo atestado médico, e a comissão cancelou a reunião prevista para esta segunda-feira (24). De acordo com o presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), Jucimar já tinha passagens emitidas para comparecer nesta tarde.

Em nota, o senador se posicionou sobre a situação: “O depoente Jucimar, apesar de ter passagens emitidas, apresentou novo atestado de saúde para justificar sua ausência. Informamos que há pedido de condução coercitiva, atualmente pendente de decisão judicial”, afirmou.

A defesa do ex-coordenador entrou com um novo pedido de habeas corpus na sexta-feira (21) para que ele fosse dispensado de comparecer à CPMI. Os advogados de Jucimar alegam que ele foi alvo de “diversas medidas cautelares investigativas requeridas pela Polícia Federal (PF)” e, por isso, não pode depor como testemunha na comissão.

Foto: Andressa Anholete/Agência SenadoSessão da CPMI do INSS
Sessão da CPMI do INSS

Na última semana, Jucimar também apresentou um atestado médico em que alegava estar impossibilitado de depor. A Junta Médica do Senado, no entanto, o declarou apto a comparecer após uma avaliação solicitada pelo senador Carlos Viana ao departamento médico da Casa.

Jucimar Fonseca da Silva foi afastado do cargo de coordenador em abril deste ano, quando a operação da Polícia Federal (PF) sobre fraudes e irregularidades no instituto foi deflagrada. A CPMI aprovou um pedido de prisão preventiva do servidor, que já apresentou um habeas corpus ao Supremo Tribunal Federal (STF).

A comissão havia previsto para esta segunda-feira o depoimento de Rodrigo Moraes, sócio da ARPAR Administração, Participação e Empreendimento S.A., apontada pela PF como uma das empresas suspeitas de envolvimento no esquema de desvios de benefícios de aposentados e pensionistas.

A CPMI deve realizar uma nova reunião na próxima quinta-feira (27). “A CPMI segue trabalhando com rigor e seriedade para garantir que todos os responsáveis prestem os esclarecimentos necessários, respeitando o devido processo legal e a transparência que a investigação exige”, afirmou o presidente do colegiado.

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