A equipe médica do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deu, neste domingo (21), detalhes sobre o procedimento cirúrgico ao qual ele será submetido. O procedimento, de acordo com os médicos, será realizado para corrigir uma hérnia inguinal bilateral. Também será realizado um bloqueio anestésico do nervo frênico, visando reduzir soluços persistentes que não respondem a tratamento medicamentoso.
Em informe, os médicos cirurgião-geral Claudio Birolini e o cardiologista Leandro Echenique falaram sobre a decisão do procedimento. “ Considerando a presença de soluços persistentes e refratários ao tratamento medicamentoso instituído, está programado, durante o período de internação hospitalar, a realização de um bloqueio anestésico do nervo frênico, com a finalidade de atenuar as crises de soluços”, relataram no informe.
Os exames realizados por Bolsonaro mostraram que parte do intestino se projetava para fora da parede abdominal durante a manobra de Valsalva, que aumenta a pressão interna do abdômen. Na manobra de Valsalva o paciente é submetido a um procedimento padronizado que resulta em um aumento da pressão intratorácica, levando a várias alterações fisiológicas.
“Diante dos achados clínicos e de imagem, ele será submetido ao tratamento cirúrgico denominado herniorrafia inguinal bilateral”, reforçaram os médicos, o que leva a crer que as crises de soluço devem estar sendo causadas pela lesão nervosa.
A perícia recomendou que o procedimento ocorra o mais rápido possível, mas a definição da data ainda ficará a cargo dos advogados de Bolsonaro, que devem apresentar sugestões ao STF. Ainda não foram divulgadas informações sobre a data da cirurgia. Também não há previsão de duração da internação hospitalar, mas ambos os procedimentos serão realizados durante o período em que ele estiver no hospital.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses na Superintendência Regional da Polícia Federal, em Brasília, desde 22 de novembro, por tentativa de golpe de Estado.
Tandryanny Santos
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