O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, enviou uma carta aos países-membros da Organização das Nações Unidas (ONU) alertando para o que classificou como uma escalada militar dos Estados Unidos contra seu país. No documento, encaminhado na segunda-feira (22), o governo venezuelano afirma que a omissão da comunidade internacional diante das ações norte-americanas pode resultar em um conflito de grandes proporções.
Na mensagem, Maduro sustenta que a Venezuela não praticou atos que justificassem operações militares e acusa os Estados Unidos de promover ataques contra embarcações no Caribe e no Pacífico desde o início da mobilização militar na região. Segundo o texto, essas ações teriam provocado a morte de mais de uma centena de pessoas. Washington afirma que as operações têm como objetivo o combate ao narcotráfico e a grupos classificados como “narcoterroristas”.
O líder venezuelano também acusa os EUA de violar normas do direito internacional ao deslocar navios e aeronaves próximos ao território venezuelano. Ele cita supostas infrações às Convenções de Genebra e a protocolos internacionais de proteção a civis, além de denunciar execuções extrajudiciais e ameaças ao direito à vida.
Ainda de acordo com a carta, os impactos da ofensiva não se limitariam à Venezuela. Maduro afirma que o bloqueio ao comércio energético do país pode afetar o fornecimento de petróleo, aumentar a instabilidade dos mercados globais e prejudicar economias da América Latina e do Caribe. Ao final, ele pede que os países da ONU condenem formalmente as ações dos Estados Unidos e exijam o fim imediato do cerco militar e do bloqueio
Caroline Vitorino
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