A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) saiu em defesa da jornalista Malu Gaspar, nesta quinta-feira (25), e emitiu nota em solidariedade à profissional, que revelou reuniões entre Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Malu passou a ser alvo de críticas e de ataques nas redes sociais.
De acordo com a apuração, seis fontes revelaram que o ministro teria feito pressão em favor do Banco Master. A esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, já atuou como advogada da empresa, tendo recebido R$ 129 milhões pelo serviço. A repercussão dessas informações gerou novos pedidos de impeachment contra o ministro, acusando-o do crime de advocacia administrativa.
Moraes e o Banco Central confirmaram a existência da reunião, mas dizem que ela ocorreu para tratar das sanções da Lei Magnitsky impostas ao ministro e à sua família pelo governo norte-americano. O presidente Donald Trump revogou as sanções no início de dezembro.
Veja a nota da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji)
A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) repudia os ataques online contra a jornalista Malu Gaspar, colunista do jornal O Globo e comentarista da GloboNews, desferidos desde que ela publicou uma reportagem sobre conversas entre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
Infelizmente, nos últimos anos, se tornaram comuns os ataques misóginos a mulheres jornalistas que fazem reportagens sobre pessoas que ocupam importantes espaços de poder. A Abraji é uma instituição criada para defender o trabalho dos jornalistas profissionais e essa missão deveria ser coletiva. Quando qualquer jornalista sofre intimidação por exercer o seu ofício, perde a sociedade como um todo.
A Abraji se solidariza com Malu Gaspar e fica à disposição, atenta a qualquer ataque contra jornalistas profissionais.
Lilian Aragão
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