O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deve ampliar sua presença no cenário internacional como parte da estratégia para viabilizar uma pré-candidatura à Presidência da República, contando com o apoio direto do irmão, Eduardo Bolsonaro. A movimentação externa é vista como um passo decisivo para dar musculatura política ao projeto.
A aproximação com interlocutores no exterior, especialmente nos Estados Unidos, é tratada como fundamental tanto para ampliar canais de diálogo quanto para enviar sinais ao mercado financeiro, que hoje demonstra maior simpatia pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
A agenda internacional de Flávio está prevista para o período entre 18 de janeiro e 10 de fevereiro, embora o roteiro ainda esteja em fase de definição. Durante a viagem, há expectativa de encontros com Eduardo em território americano, reforçando a articulação conjunta em torno da candidatura. Com forte trânsito político nos EUA, Eduardo tem atuado como principal ponte nesse processo e oficializou seu apoio ao irmão por meio de uma carta encaminhada ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), gesto que simbolizou unidade dentro da família.
No plano doméstico, dirigentes do PL defendem que Flávio escolha uma mulher para ocupar a vaga de vice-presidente na eventual chapa. A avaliação interna é de que a estratégia pode ajudar a acomodar aliados e, ao mesmo tempo, reduzir índices de rejeição. Entre os nomes mais citados estão as senadoras Tereza Cristina (PP-MS) e Damares Alves (Republicanos-DF).
Dentro do partido, cresce a percepção de que Flávio Bolsonaro tem um potencial eleitoral maior do que o inicialmente estimado, o que diminuiu resistências internas e fortaleceu a aposta da família no projeto presidencial. Nesse contexto, Eduardo Bolsonaro assume papel central ao defender que a definição da candidatura fique restrita ao núcleo familiar — entre o pai e os filhos — como forma de evitar divisões e manter coesão política.
Rodrigo Mendes
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