Após 16 dias de paralisação das atividades, a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) concordou em encerrar a greve dos trabalhadores do Sistema Petrobras e em assinar a quarta proposta apresentada pela empresa para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). A decisão foi tomada em assembleias realizadas na última terça-feira (30) por sindicatos ligados à federação em diferentes regiões do Brasil.
A greve começou no dia 15 de dezembro, após a rejeição de uma proposta anterior da empresa. O movimento ocorreu em todo o país e envolveu sindicatos vinculados tanto à FNP quanto à Federação Única dos Petroleiros (FUP). A FUP representa cerca de 25 mil funcionários e responde por 60% das instalações da Petrobras, enquanto a FNP reúne mais de 50 mil trabalhadores e está presente em unidades responsáveis por aproximadamente 80% da produção nacional de petróleo.
Segundo as entidades sindicais, a proposta inicial da Petrobras não atendia às reivindicações prioritárias, como a recomposição de direitos retirados em gestões anteriores, mudanças na política de participação nos lucros, entre outras.
Os sindicatos também discordavam do reajuste salarial, considerado insuficiente. A situação dos aposentados e pensionistas também teve peso na mobilização sindical e gerou uma série de protestos.
Lilian Aragão
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