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Prisão dos generais Augusto Heleno e Paulo Sérgio racha o Exército entre a ativa e a reserva

Alguns consideram que os generais “fizeram por merecer”.

A prisão de Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira, ambos generais do Exército Brasileiro, em novembro deste ano, em Brasília, acusados por suposta tentativa de golpe, trouxe à tona uma divisão no Exército. Enquanto militares da reserva enxergam injustiça nas condenações, o alto Comando da ativa busca se afastar e tratar o caso como um problema isolado.

Para os reservistas, o processo apresenta falhas e faltam provas concretas que justifiquem a prisão e a condenação dos generais por tentativa de golpe.

Foto: Lula Marques/Agência BrasilGeneral Augusto Heleno
General Augusto Heleno

O Alto escalão tenta desvincular o Exército do caso, afirmando que os generais atuavam em funções políticas e não representam mais a instituição. A determinação interna é manter o silêncio para preservar a imagem da Força e a hierarquia.

Os oficiais dividem suas opiniões. Alguns consideram que os generais “fizeram por merecer”, já outros acreditam que não houve crime.

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