O Ministério da Defesa de Israel enviou um alerta ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), ao Ministério Público de São Paulo e à Polícia Federal (PF) sobre o uso de um banco digital que estaria sendo utilizado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) para financiar atividades terroristas. As informações são do Gazeta do Povo.
De acordo com o relatório, as investigações tiveram início em 2023 e indicam que a instituição financeira ligada à facção movimentou cerca de R$ 500 milhões. O banco já estava sob investigação por suspeita de lavagem de dinheiro e por transferências que somam aproximadamente R$ 6 bilhões para o crime organizado em 15 países.
As autoridades suspeitam que, nos últimos dois anos, cerca de US$ 82 milhões (aproximadamente R$ 450 milhões) tenham sido enviados de contas associadas ao PCC para grupos terroristas. As transações teriam ocorrido através de 15 carteiras digitais e 40 núcleos de investimentos vinculados a uma corretora de criptomoedas.
A ligação entre o PCC, máfias internacionais, cartéis e organizações terroristas não é recente. Há pelo menos duas décadas, há indícios da existência dessas conexões.
Caroline Vitorino
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