O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, que rejeitasse o pedido de liberdade do general Walter Braga Netto. Segundo o procurador, em manifestação apresentada na última sexta-feira (16), o militar representa risco ao andamento da ação penal que está em curso na Corte.
“A gravidade concreta dos delitos, a lesividade das condutas e os perigos de reiteração delitiva e de obstáculo à instrução criminal são motivos suficientes para evidenciar a contemporaneidade e justificar a manutenção da custódia cautelar, nos termos da legislação processual penal e da jurisprudência da Suprema Corte”, escreveu Gonet.
Braga Netto está preso preventivamente desde dezembro, quando foi apontado como um dos articuladores da suposta tentativa de golpe de Estado que buscava impedir a posse do atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele é acusado de tentar interferir nas investigações sobre o plano golpista.
A defesa do general nega o envolvimento na ação antidemocrática e destaca que Braga Netto possui 42 anos de serviço prestado ao Exército. Também alega que ele não participou da redação de nenhum documento com conteúdo golpista.
A decisão será tomada pelo ministro Alexandre de Moraes. Até o momento, a defesa não se manifestou sobre o parecer da PGR.
Com informações da repórter Alice Gabrielly
Rodrigo Mendes
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