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Presidente Lula defende aumento do IOF e critica Congresso: 'não dá para ceder toda hora'

‘Estamos pegando os setores que ganham muito dinheiro e que pagam muito pouco’, alegou Lula.

Durante entrevista ao podcast Mano a Mano, divulgada nessa quinta-feira (19), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu em defesa do aumento do IOF e fez elogios ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Apesar das críticas vindas do Congresso e do mercado financeiro, Lula classificou a medida como justa.

“Estamos pegando os setores que ganham muito dinheiro e que pagam muito pouco”, afirmou o presidente. “As bets ganham bilhões e não querem pagar. As fintechs são quase bancos e também não querem pagar. Essas brigas temos de enfrentar.”

Foto: Ricardo StuckertLuiz Inácio Lula da Silva
Luiz Inácio Lula da Silva

Além disso, Lula elogiou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacando que a proposta visa aumentar a carga tributária sobre plataformas de apostas on-line, fintechs e outros segmentos, com o objetivo de equilibrar as contas públicas sem reduzir despesas. “O IOF do Haddad não tem nada demais”, disse o presidente.

Apesar da alternativa sugerida, de uma alta mais moderada no IOF e do fim das isenções no Imposto de Renda sobre LCIs e LCAs, a proposta sofreu revés na Câmara. Os deputados aprovaram, com 346 votos a 7, a tramitação acelerada de um projeto que anula as alterações feitas no imposto.

Lula, em conversa com Mano Brown, alegou que herdou o país em ruínas, chegando a comparar a situação com o cenário de destruição da Faixa de Gaza: “De vez em quando, olho para a destruição na Faixa de Gaza e fico imaginando o Brasil que encontramos”. “Foi uma destruição proposital”, disse.

Números de cada governo

Enquanto Bolsonaro entregou um crescimento acumulado de 8,7%, impulsionado principalmente pela recuperação em 2021 (+5%), Lula mantém um ritmo mais lento, com crescimento de 2,9% em 2023. As projeções até 2025 apontam expansão de cerca de 2% ao ano.

Dívida pública: Ao final do Governo Bolsonaro, a dívida bruta caiu de 87% para 73,5% do PIB. Já no Governo Lula, voltou a subir, ultrapassando 77%.

Câmbio: Em 2022, o dólar fechou em queda, abaixo de R$ 5. No Governo Lula, voltou a subir, pressionado por incertezas fiscais, e atualmente gira em torno de R$ 5,49.

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